Temer diz que alta da desigualdade não reflete na vida do brasileiro

O índice de Gini, medida de desigualdade, passou de 0,496, em 2012, para 0,498, em 2013, no indicador que mensura exclusivamente a distribuição dos rendimentos do trabalho

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O vice-presidente Michel Temer (PMDB), candidato à reeleição na chapa de Dilma Rousseff (PT), afirmou nesta quinta-feira (18) que o aumento da desigualdade não reflete no cotidiano do brasileiro. Ele justificou a declaração, dada em Uberaba (MG), citando que os trabalhadores do país vivem a situação de "pleno emprego", enquanto que países da União Europeia enfrentam o desemprego.

De acordo com dados do IBGE divulgados nesta quinta, no penúltimo ano do governo Dilma, o processo contínuo de melhora da distribuição de renda se estancou e já sinaliza um retrocesso nessa tendência, vivida pelo país desde o Plano Real.

O índice de Gini, medida de desigualdade, passou de 0,496, em 2012, para 0,498, em 2013, no indicador que mensura exclusivamente a distribuição dos rendimentos do trabalho. Quanto mais próximo de zero, melhor a situação.

O vice-presidente esteve na cidade do Triângulo Mineiro para um encontro com lideranças peemedebistas e de partidos aliados ao governo federal. Depois de Uberaba, Temer seguiria para Uberlândia, também na região.

"Aqui [Brasil] não há reflexos disso. No cotidiano, no dia a dia, não há reflexos desse índice", disse Temer. Mesmo assim, o vice-presidente destacou que ainda será feita uma análise aprofundada sobre os índices para compreender que fatores foram considerados no resultado.

O encontro foi realizado na sede da ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), no parque Fernando Costa, onde a presidente Dilma Rousseff foi vaiada em maio durante a abertura da Expozebu.

O vice-presidente havia adiantado em entrevista que esperava ouvir as reivindicações do setor rural na visita, mas as lideranças do segmento agropecuário não participaram da reunião na sede da entidade. Nem mesmo o presidente da ABCZ, Luiz Carlos Paranhos, estava presente para recepcionar o aliado de Dilma. Com isso, o peemedebista conversou apenas com a militância dos partidos aliados.

A assessoria de imprensa da ABCZ informou que os dirigentes da entidade já estavam com compromissos marcados nesta semana e não houve possibilidade de adiar as agendas quando houve a confirmação da vinda do candidato do PMDB.

Apesar da incompatibilidade de agendas, o departamento posiciona que a associação se prontificou a receber o vice-presidente cedendo o espaço para a reunião política. No encontro com aliados, o vice-presidente declarou que o país experimentou uma fase de ascensão social generalizada em função das políticas adotadas no atual governo.

Segundo ele, essa mudança na realidade sócio-econômica representou uma nova fase da democracia brasileira, marcada pela cobrança de eficiência nos serviços públicos. Temer ainda defendeu que a gestão está respondendo às reivindicações. De acordo com o peemedebista, o governo federal já liberou R$ 180 bilhões para projetos de mobilidade urbana no país.

"BRTs [vias de trânsito rápido para ônibus] e metrôs não são obras que aparecem de um dia para o outro, mas [os resultados] vão aparecer nos próximos quatro anos", afirmou.

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