Mercado do Cruzeiro pode ser revitalizado no ano que vem

Segundo a prefeitura, a empresa que propor o projeto que irá trazer menor impacto na região é que será licitado; associações de moradores e comerciantes da região têm que ser consultados

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Mercado do Cruzeiro deverá ganhar nova roupagem no ano que vem
Reprodução/ Google Maps
Mercado do Cruzeiro deverá ganhar nova roupagem no ano que vem

O Mercado Distrital do Cruzeiro, localizado na região Centro-Sul de Belo Horizonte, poderá ganhar cara nova no próximo ano. Isso porque a prefeitura manifestou na última terça-feira (16) o interesse em ouvir empresas com propostas para revitalizar o local. A ideia agradou a comerciantes e moradores do entorno. A proposta é que a revitalização seja feita por meio de uma parceria entre o setor público e a iniciativa privada, que deverão apresentar até janeiro de 2015 estudos e dados técnicos preliminares para a reforma.

O Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM), amenizando a espera de pelo menos três anos pela revitalização. A proposta é reformar a infraestrutura, que em condições precárias, interfere na atratividade do local. A revitalização também engloba a construção de um estacionamento mais amplo e a integração do Parque Municipal Amílcar Vianna Martins, ao lado do complexo. Para a prefeitura, a integração do Parque será um atrativo a mais para o Mercado, além aumentar a utilização da área verde.

De acordo com o órgão administrativo, será licitado o projeto da empresa que propor ações de menor impacto na região. Por isso, a recomendação é para os interessados consultarem a associações de moradores do bairro Cruzeiro e a Associação dos Comerciantes do Mercado do Cruzeiro (Acomec) para entender as demandas e se alinhar aos interesses deles.

Para a presidente da Acomec, Josiane Simas, a reforma é uma reivindicação antiga e trará melhorias desde que as características do local sejam preservadas. “Estamos na expectativa para o resultado da licitação. Porém, queremos ser realmente consultados para garantir que o local não perca suas características de mercado. Não queremos que se transforme em um shopping, por exemplo”, disse.

A associação de moradores do bairro Cruzeiro também se mostrou satisfeita com o passo dado para a revitalização, mas teme pelo modelo de projeto, que estabelece parceria entre público e privado. “Achamos que o edital atende nosso anseios. Mas o ideal seria que a reforma fosse feita apenas pelo setor público, assim, não teríamos riscos de o Mercado passar para mãos de particulares e fragilizar os comerciantes”, afirmou a presidente da associação, Patrícia Caristo. Ela acrescenta que apesar dos temores, diante a condição financeira da prefeitura, o modelo poderá ajudar a agilizar a execução do projeto.

Atualmente, o mercado conta com 53 permissionários que atuam em diversos segmentos, incluindo bares e restaurantes. Eles deverão permanecer no local mesmo com as obras em execução. As empresas interessadas em participar da PMI serão responsáveis por todos os custos financeiros e demais ônus decorrentes do projeto. A previsão é a de que a revitalização seja iniciada no segundo semestre de 2015. Entretanto, o documento divulgado pela Prefeitura não garante a licitação após o recebimento dos estudos.

Os feirantes também não descartam apresentar uma proposta para assumir a operação para a reestruturação do lugar. “Para isso, será necessário angariar recursos. Estamos avaliando a possibilidade com a prefeitura, mas ainda é cedo para uma afirmação“ comentou a presidente da  Acomec.

Mercado

O Mercado Distrital do Cruzeiro foi inaugurado em 1974, juntamente com dois outros mercados: o de Santa Tereza, localizado na região Leste Belo Horizonte, e o da Barroca, localizado na região Oeste. O principal objetivo na construção dos mercados foi trazer para os bairros uma oportunidade de comércio local que pudesse abrigar produtores do campo, pequenos comerciantes e retirar os feirantes das ruas, instalando-os em local seguro, no qual pudessem vender seus produtos diretamente ao consumidor.

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