Moyá anuncia saída da equipe espanhola na Copa Davis

A eliminação da Espanha no torneio foi um dos principais fatores que levaram o capitão a entregar o cargo

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Quatro dias após a queda da Espanha à segunda divisão da Copa Davis, Carlos Moyá anunciou sua saída da equipe. O ex-número 1 do mundo vai deixar o cargo de capitão do time somente um ano após assumir a função, em substituição a Alex Corretja, outro ex-tenista de destaque da Espanha.

No próximo ano, a Espanha disputará o Zonal Europa/África, a segunda divisão da Davis, pela primeira vez em 19 anos, apesar de contar com alguns dos melhores tenistas do mundo. Com jogadores como Rafael Nadal, dono de 14 títulos de Grand Slam, e David Ferrer, os espanhóis faturaram três títulos dos últimos seis troféus disputados na Davis.

A queda espanhola aconteceu no fim de semana diante do Brasil. No Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, os europeus, considerados favoritos, foram surpreendidos pelos tenistas da casa e foram derrotados por 3 a 1 na série melhor-de-cinco jogos. Com a vitória, a equipe brasileira voltará a disputar o Grupo Mundial, que reúne a elite do tênis, em 2015.

Sem esconder a decepção pelo resultado e, principalmente, pela ausência dos principais tenistas da Espanha, Moyá admitiu que não seguirá na equipe em 2015, em entrevista ao jornal El País. "Eu decidi que não [vou seguir]. Desde o US Open, eu já pensava mais em 'não' do que 'sim'. Ali vivi duas semanas duras", disse Moyá, referindo-se às reuniões com os atletas que poderiam defender a Espanha diante do Brasil.

"Tudo se complicou com a lesão de Rafa [Nadal]. Mas não poderia imaginar que todos os demais espanhóis do Top 100, por lesão, calendário ou falta de motivação, ficariam de fora. Só recebi o sim de [Marcel] Granollers e [Roberto] Bautista. Não era o que eu esperava, principalmente porque havia o risco de cairmos para a segunda divisão", disse o ex-líder do ranking.

Moyá também alegou problema familiar para deixar o cargo. "Acertei que ficaria durante apenas um ano, por um motivo familiar: tenho três filhos pequenos e não estava seguro de que seria fácil fazer viagens. Tive a confirmação de que é complicado mesmo. Não sei qual será a posição da Federação, mas minha cabeça me diz para não seguir [no cargo]", afirmou.  

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