Mancini ataca juiz e pede respeito ao Botafogo

Treinador diz estar cansado de árbitros "inexperientes" apitarem os jogos do Fogão

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Outra aposta de Vagner Mancini é no goleiro Andrey, que assume a meta no lugar de Renan
BOTAFOGO/ DIVULGAÇÃO
Outra aposta de Vagner Mancini é no goleiro Andrey, que assume a meta no lugar de Renan

O Botafogo não economizou nas críticas ao árbitro da derrota por 3 a 2 para o Bahia, na noite de quarta-feira, no Maracanã, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois do atacante Emerson Sheik se dirigir às câmeras de TV e declarar que a CBF "é uma vergonha", o técnico Vagner Mancini atacou a atuação do juiz Igor Junior Benevenuto e reclamou da escalação de árbitros supostamente inexperientes nas partidas do Botafogo.

"Estou cansado dos árbitros virem aqui e apitarem contra o Botafogo. A cada rodada aprendo o nome de mais um árbitro jovem escalado em jogo do Botafogo. É o quinto seguido em que não sei de onde é o árbitro. o Botafogo é um clube de história enorme no futebol brasileiro e deve ser respeitado. Hoje, me senti desrespeitado como técnico. O árbitro errou para os dois lados, mas prejudicou o Botafogo", disse.

Após abrir 2 a 1 no primeiro tempo, o Botafogo teve dois jogadores expulsos no começo da etapa final, Emerson Sheik e o meia peruano Cachito Ramírez, e acabou levando a virada no Maracanã. E embora tenha prometido cobrar os jogadores pelos cartões vermelhos, Mancini criticou as decisões do árbitro.

"No papel de comandante, tenho que ser justo. Os dois serão chamados atenção porque acabaram dando oportunidade. Não estou aqui para julgar expulsão. Quando vejo, venho no microfone e falo. Hoje, estou com sentimento contrário. O árbitro titubeou. Até as expulsões marcava todos os lances, depois deixou o jogo correr. Tem um lance que o Gabriel toma a bola do Rafinha de forma legal e toma o amarelo. O mais importante quando você lidera e comanda um grupo é que a coisa seja feita de forma correta e leal. Os atletas serão chamamos atenção, porque certamente faríamos os três pontos e no fim perdemos. Saímos chateados e destruídos emocionalmente. O time se comportou muito bem, como devia. Segurou o máximo que pôde diante de toda a dificuldade, de ter que atacar com dois jogadores e ainda se defender", afirmou.

Mancini também cobrou uma reformulação da arbitragem pela CBF e avaliou que o duelo entre Botafogo e Bahia deveria ter sido apitado por um juiz mais experiente, pois envolvia dois times que lutam contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

"Tem que partir da CBF uma reformulação nos árbitros e nas medidas que estão sendo tomadas. Árbitros desconhecidos apitando grandes jogos, que decidem, emocionantes. Hoje veio este árbitro de Minas Gerais apitando um jogo de duas equipes que querem melhorar a situação na tabela. Há alicerces rachados, o principal é a arbitragem. Não é hora de fazer testes, estamos falando de Campeonato Brasileiro", disse.

A derrota para o Bahia deixou o Botafogo na zona de rebaixamento em 17º lugar, com 22 pontos. Mas Mancini tentou minimizar a situação difícil do time. "Estar na zona de rebaixamento é sempre chato, ninguém gosta de ver seu time ali. Hoje tínhamos grande chance de estar melhor situados, mas perdemos por N motivos. Teremos uma dura missão de ter que vencer o Coritiba lá dentro, mas tudo é possível. Podemos ir lá e reverter a situação. É importante olhar o jogo do Criciúma, mas vamos ter muitas oportunidades de sair dessa situação", comentou.

O Botafogo volta a entrar em campo no próximo sábado, às 21 horas, diante do Criciúma, em confronto direto na luta contra o descenso, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, fora de casa. Mancini não terá os suspensos Bolívar, Julio Cesar, Gabriel, Ramírez e Emerson, mas acredita que os problemas podem servir de motivação ao time.

"O fato de eu ter que modificar cinco atletas talvez dê um gás a mais para a equipe que vai jogar sábado. Carlos Alberto e Junior Cesar terão condições de jogo. Diante do Criciúma, o time será metade diferente. O desgaste emocional e físico foi muito mais intenso, é sacrificante. Tenho que abraçar o time, sentar com eles e entender que se doaram ao máximo e tentaram com todas as forçar honrar a camisa do Botafogo", finalizou.

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