Integro o grupo dos que acreditam piamente no futuro do nosso país

iG Minas Gerais |

DUKE
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Há dias, em concorrido jantar, ocasião propícia para se rever velhos amigos, a conversa, sem compromisso e descontraída, teve de tudo. E, pela sua proximidade, as eleições (e, claro, a política partidária) tomaram conta da roda. Uma linha comum, nessa prosa solta e sincera, que, infelizmente, tem sido uma constante, imediatamente sobressaiu: a da mais completa desesperança no futuro do nosso país. Quero afirmar, porém, que não concordo, nem jamais concordei com esse pessimismo. Integro outro grupo, que enxerga, piamente, um futuro promissor para todos os brasileiros. As razões dessa crença não serão referidas aqui hoje; ficarão para depois, quem sabe. Ficou claro, entre os que participaram da gostosa roda de papo, que a causa desse pessimismo tem raízes profundas no Estado patrimonialista, que, entre nós, é velho como a serra do Curral, mas que, hoje, após o advento do Partido dos Trabalhadores (PT), assumiu novas características. Valeram-lhe, extraordinariamente, estes últimos 12 anos, que, desde o início, e com absoluta clareza, vêm demonstrando seu verdadeiro objetivo: implantar no país um projeto de poder, não de governo, valendo-se, obviamente, de quaisquer meios, mas, sobretudo, desse novo modelo de patrimonialismo, que também não define limites entre o público e o privado, mas se apega, com unhas e dentes, ao aparelhamento do Estado. Ou à posse, por meio dos companheiros, nos escalões municipal, estadual e federal, dos principais cargos públicos. Pelos exemplos já conhecidos no país, a vitória do partido da presidente Dilma Rousseff, em Minas, possibilitará o acolhimento das “vítimas” das esperadas derrotas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul etc. Esse “socorro” pode parecer aos desavisados elogiável ação de solidariedade, mas só é, de fato, mais uma estratégia em favor do descarado aparelhamento do Estado. Conversa vem, conversa vai, como não poderia deixar de ser, veio à baila a corrupção no Estado patrimonialista, que é também antiga, mas que ganhou, nestes últimos 12 anos de governo petista, sem nenhum exagero, proporções realmente estratosféricas. As revelações feitas até agora pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa são estarrecedoras. Grandes contratos da nossa maior empresa, outrora orgulho e glória dos brasileiros, foram transformados em propinas para partidos e políticos. Verdadeiros bandoleiros em ação! Finalmente, um dos presentes, dono de memória privilegiada, desatou de cor alguns bilhões que, nestes 12 anos de projeto de poder, desapareceram de maneira criminosa. Referiu-se ele ao porto de Mariel, em Cuba; à hidrelétrica, na Nicarágua; à refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos; ao atraso com as obras do PAC; ao metrô, na Venezuela; ao rombo na Eletrobrás; ao perdão de dívidas de vários países; à incrível e sofrida Copa do Mundo; às rodovias, na Bolívia; ao número elevado de ministérios, que só servem como cabides de emprego; à refinaria de petróleo, na Venezuela; ao porto no Uruguai. São bilhões de dólares – concordaram todos – perdidos no ralo da incompetência e da corrupção. Procedem, assim, a indignação e a desesperança em nosso país, que está doente. É a exposição dessa doença que poderá nos levar à cura. Está aí, próximo, o dia 5 de outubro. Aviemos, sem medo, o remédio, que não provocará efeitos colaterais... Até lá e com a ajuda de Deus e dos nossos votos!

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