Moradores de vilas e favelas foram os mais afetados

Na Pedreira Prado Lopes, onde Silva mora, o tempo de viagem dos ônibus mais que dobrou em dez anos

iG Minas Gerais | Bernardo Miranda |

Os moradores de vilas e favelas de Belo Horizonte foram os que mais sofreram com o aumento do tempo gasto nos deslocamentos feitos com o transporte público. As três primeiras regiões com o maior crescimento entre 2002 e 2012 são a Pedreira Prado Lopes, com uma alta de 101%, seguida do aglomerado Santa Lúcia, com 98%, e do aglomerado da Serra, com 96%.  

Essas regiões são justamente aquelas em que os moradores mais dependem dos coletivos, e esse tempo a mais dentro dos ônibus foi o que motivou que parte deles começasse a optar por carros e motos, abandonando o transporte público. É o caso do comerciante Cássio Silva, 34, morador da Pedreira Prado Lopes. Depois de anos andando de ônibus, ele decidiu comprar uma moto. “Andei muito de ônibus, e nunca houve uma melhora, só piorou. Agora uso moto, que é mais rápida e gasto menos dinheiro. Fazendo a avaliação do custo-benefício, não compensa usar o transporte público”, afirmou.

Na Pedreira Prado Lopes, onde Silva mora, o tempo de viagem dos ônibus mais que dobrou em dez anos. Em 2002, a média das viagem era de 32 minutos e 23 segundos. Em 2012, chegou a uma hora, cinco minutos e 21 segundos. Por outro lado, no mesmo período, as viagens de carro ou moto no aglomerado cresceram 45,7%. Em 2002, o transporte individual representava 8,3% das viagens na região e passou para 12,11% dez anos depois. 

Mais barato Tarifa. Entre as ações da BHTrans para incentivar o uso do transporte público nos aglomerados está o preço menor da passagem de algumas linhas da região. Hoje, o valor cobrado é de R$ 0,65.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave