Acesso ao Bike BH tem falhas

Usuários cadastrados não conseguem usar bicicletas nas estações e relatam cobrança indevida

iG Minas Gerais | Luciene Câmara |

Pampulha. Zuleica e Ofélia foram embora para casa ontem e anteontem sem conseguir usar sistema
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Pampulha. Zuleica e Ofélia foram embora para casa ontem e anteontem sem conseguir usar sistema

O Bike BH – serviço de bicicletas compartilhadas da capital – foi bem aceito pela população como meio de transporte sustentável e acessível para deslocamentos curtos e prática de esporte e lazer. Em três meses e dez dias de funcionamento, mais de 19 mil pessoas já se cadastraram no site ou baixaram o aplicativo do programa. Falhas de sistema e de manutenção do projeto, no entanto, dificultam o funcionamento e geram cobranças indevidas.

Mesmo quando há bicicletas disponíveis nos pontos de retirada, o aplicativo ou a central telefônica de atendimento não libera a bike e avisa que ela “está indisponível”. Ocorre também de a estação aparecer como “offline” (fora de linha ou serviço). Os problemas vêm sendo relatados há ao menos duas semanas em estações da lagoa da Pampulha, recém-inauguradas, e da região Centro-Sul, como na praça da Liberdade, a mais procurada pelo público.

Nesta quarta, a reportagem de O TEMPO se deparou com as situações em dois terminais da orla e três magrelas com pneus furados em um mesmo ponto. A Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) informou, em nota, que o sistema está em implantação e recebe ajustes. A Serttel, que administra o programa em parceria com a prefeitura, admitiu oscilação no sinal da operadora e informou que providências foram tomadas para garantir o desempenho do sistema.

Flagrantes. Na manhã desta quarta, a aposentada Zuleica Rabelo, 58, ficou cerca de 20 minutos tentando retirar uma bike para ela e outra para a irmã, Ofélia Abbas, 55, na estação próxima à igreja São Francisco de Assis, na lagoa. Elam tinham se cadastrado dias antes e fechado pacotes mensais do serviço. “As bikes 6 e 8 estão aqui, mas o sistema não as libera. As outras três estão com o pneu furado. Não conseguimos usar o serviço”, disse Zuleica, que nessa terça também tinha passado pelo problema e ficou sem pedalar.

A fotógrafa Camila Santos, 24, também fechou o plano mensal do sistema, mas há duas semanas tenta, sem sucesso, usar o serviço na praça da Liberdade. “A estação aparecia no aplicativo como offline nos últimos dois fins de semana. Liguei para a central e esperei por 20 minutos, conforme o recomendado, mas não resolveu”, contou.

O aposentado José Luiz Xavier, 55, ficou dois dias sem usar o Bike BH porque o programa não registrou a devolução da bicicleta. “O cartão de crédito avisou sobre o débito de uma multa de R$ 300 pela não devolução, mas liguei na central e o engano foi esclarecido.”

Como utilizar

Ficha. É preciso se cadastrar no site www.mobilicidade.com.br/bikebh ou baixar o aplicativo Bike BH no celular, e ter cartão de crédito para o pagamento.

Valor. O usuário opta pelos planos diário (R$ 3), mensal (R$ 9) ou anual (R$ 60). O serviço funciona todo dia, das 6h às 23h.

Devolução. A bicicleta pode ser usada por até 60 minutos ininterruptos (de segunda-feira a sábado (exceto feriados), e por até 90 minutos ininterruptos, aos domingos e feriados. É preciso fazer intervalo de 15 minutos entre locações feitas no mesmo dia.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave