Ato contra veto da lei que proíbe incineração reúne 100 pessoas em BH

Grupo de aproximadamente 15 pessoas, vestidos com macacões de coleta, seguiram em cortejo a frente do protesto, fazendo alusão a morte dos recursos naturais

iG Minas Gerais | CAMILA KIFER |

Manifestantes seguiram cortejo vestidos com macacões de coleta
Divulgação / PM
Manifestantes seguiram cortejo vestidos com macacões de coleta

Cerca de 100 pessoas participaram de um ato no fim da tarde desta quarta-feira (17) na praça da Liberdade, região Centro-Sul de Belo Horizonte, contra o veto do governador do Estado de Minas Gerais, Alberto Pinto Coelho, ao Projeto de Lei 4.051/2013, que proíbe a incineração dos resíduos sólidos (lixo doméstico) coletados no Estado. Entre os manifestantes, estavam catadores de materiais recicláveis. Um grupo de aproximadamente 15 pessoas, vestidos com macacões de coleta, seguiram a frente do protesto. Manifestantes fizeram um ato em forma de cortejo fúnebre, fazendo alusão a morte dos recursos naturais. A passeata seguiu até o Palácio da Liberdade.

Os catadores solicitam apoio de deputados estaduais para derrubar o veto do governador do Estado. Em contato com a Secretaria de Comunicação Social do Governo (Secom), a reportagem de O TEMPO como o projeto foi vetado pelo governador não há possibilidade de conversa com a categoria.

Projeto

Antes do veto do governador, o projeto passou pelas devidas comissões específicas da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e foi aprovada por unanimidade em dois turnos pelos deputados.

Veto

Conforme o texto enviado pelo governador a Assembleia Legislativa, o veto ocorreu em função da utilização da tecnologia de incineração no processo de destinação final dos resíduos sólidos urbanos oriundos do sistema de coleta do serviço público de limpeza urbana nos municípios, executando a tecnologia de coprocessamento em fornos de fábricas de cimento, e abrangendo, na proibição, as concessões públicas para empreendimento que promova o aproveitamento energético a partir da incineração de resíduos sólidos urbanos oriundos da coleta convencional.

Além disso, segundo o veto, a iniciativa vai de encontro à política de resíduos sólidos que vem sendo implementada no Estado, que, muito embora estimule a adoção de práticas diversas da incineração de resíduos sólidos urbanos, não proíbe a utilização de tecnologias de comprovada viabilidade técnica e ambiental com a implantação de programa de monitoramento de emissão de gases tóxicos aprovado pelo órgão competente.  

 

 

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