Servidores do STF fazem paralisação por melhores salários e carreira

Apesar da paralisação, os julgamentos do Supremo seguem normalmente, uma vez que há servidores trabalhando nas funções consideradas essenciais para a corte

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Servidores do STF (Supremo Tribunal Federal) estão paralisados nesta quarta-feira (17) num protesto por melhorias salariais e pela criação de uma carreira própria. De acordo com o a associação que representa a categoria, cerca de 60% dos mil trabalhadores da corte aderiram ao movimento.

Apesar da paralisação, os julgamentos do Supremo seguem normalmente, uma vez que há servidores trabalhando nas funções consideradas essenciais para a corte. Segundo o presidente da Associação dos Servidores do Supremo, Osiel Ribeiro, a criação de uma carreira própria para no STF facilitará negociações trabalhistas, uma vez que impactos orçamentários ou na estrutura de trabalho de eventuais projetos de lei teriam impacto restrito ao tribunal.

Atualmente, com o que Osiel chama de "carreirão", que une todos os servidores do Judiciário, há dificuldade em negociações, justamente devido ao impacto de eventuais aumentos salariais, que alcançariam todos os concursados da Justiça no país, e não somente os mil servidores do Supremo.

O presidente ainda explicou que a carreira única permitirá aperfeiçoamentos nos trabalhos do STF. Ele citou que a associação defende a criação de uma gratificação por produtividade para fazer com que servidores esforçados recebam mais do que aqueles que pouco trabalham.

Reunidos em volta do STF na tarde desta quarta-feira (17), os servidores gritaram palavras de ordem e cobraram uma reunião com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, para uma discussão sobre a criação de uma carreira própria.

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