EUA não veem ameaça do Estado Islâmico, diz Obama

"Eu não vou comprometer vocês e o resto de nossas forças armadas em outra guerra terrestre no Iraque", disse o presidente americano, que ressaltou também que a guerra no Afeganistão vai acabar em três meses

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, insistiu que não vai autorizar uma ofensiva terrestre norte-americana na luta contra o movimento Estado Islâmico. As falas visaram limitar os efeitos de uma sugestão feita por um comandante militar dos EUA, de que ele recomendaria uso de tropas terrestres, se a estratégia atual ficar aquém dos objetivos da administração.

Falando nesta quarta-feira (17) às tropas na Base Aérea MacDill, durante uma visita à sede do Comando Central Militar, na Flórida Obama disse que nenhuma das forças americanas no Iraque vai se envolver em missões de combate. De acordo com o presidente, Washington não detectou planos do Estado Islâmico contra os EUA.

"Eu não vou comprometer vocês e o resto de nossas forças armadas em outra guerra terrestre no Iraque", disse Obama, que ressaltou também que a guerra no Afeganistão vai acabar em três meses.

Obama afirmou que os EUA vão contar com a sua força aérea e uma ampla coalizão internacional de nações para combater o grupo que se autodenomina Estado Islâmico. A França e Reino Unido já estão usando ataques aéreos em missões no Iraque, disse Obama, e a Arábia Saudita concordou em participar em ações de formação.

Os comentários do presidente buscaram tranquilizar o público americano e alguns congressistas democratas que estão preocupados com a possibilidade de uma missão militar expandida dos EUA no Iraque e a Síria. Esses temores foram elevados na terça-feira quando o general Martin Dempsey disse a congressistas que ele recomendaria ao presidente que os norte-americanos acompanhassem as forças iraquianas em missões de combate.

Obama evitou abordar a maneira como ele iria lidar com uma recomendação de comandantes para um uso limitado de soldados dos EUA em operações como aconselhamento de unidades iraquianas na linha de frente ou orientações em terra para ataques aéreos norte-americanos.

A Casa Branca está tentando ganhar apoio bipartidário para a estratégia de Obama contra o Estado Islâmico, pedindo aos congressistas que aprovem um programa de US$ 500 milhões para treinar e armar os rebeldes pró-ocidentais na Síria que estão enfrentado tanto o regime de Assad quanto o Estado islâmico.

Obama ressaltou que a Arábia Saudita concordou em hospedar programas de treinamento para os rebeldes sírios. A Austrália e o Canadá também devem enviar conselheiros militares para o Iraque, disse o presidente.

Embora Obama tenha dito que as autoridades de Washington de inteligência não detectaram conspirações do Estado Islâmico contra os EUA, ele ressaltou que, se "nada for feito", o grupo poderia representar uma ameaça para o território norte-americano.

"Nós vamos destruir o Estado Islâmico através de uma estratégia abrangente e sustentada de contraterrorismo", disse Obama. "Mas - e isto é algo que eu quero enfatizar - não é e não será uma luta da América sozinha". 

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