Investimento total em debates

Campanhas preparam mudanças de posturas dos candidatos nas vésperas do eventos na televisão

iG Minas Gerais | Isabella Lacerda / Larissa Arantes |

Anastasia e Pimenta da Veiga fizeram campanha ontem em Curvelo
Nereu Jr / Divulgtacao
Anastasia e Pimenta da Veiga fizeram campanha ontem em Curvelo

Na reta final da disputa pelo governo de Minas, os candidatos têm pela frente uma verdadeira maratona de debates na televisão. A partir de domingo, serão quatro encontros cara a cara entre os dois principais nomes que pleiteiam o comando do Estado: Pimenta da Veiga (PSDB) e Fernando Pimentel (PT). Como os últimos dias de campanha são considerados decisivos, já que é a hora de os indecisos definirem o voto, o foco das campanhas de PT e PSDB é preparar seus candidatos de forma que atraiam ao máximo a atenção do eleitor.  

Adotar um tom mais crítico em relação ao adversário petista será a principal mudança na postura do candidato tucano ao governo de Minas, Pimenta da Veiga. De acordo com uma fonte ligada à campanha, a participação de Pimenta no primeiro debate na TV, organizado pela Rede Bandeirantes, em agosto, foi considerada “adequada”. Porém, para tentar subir nas pesquisas, o candidato está recebendo treinamento para bater de frente com o rival petista e ter uma participação de maior destaque no encontro. O “media training” do tucano envolve profissionais de comunicação e do plano de governo.

Oficialmente, Pimenta evita falar em mudanças. Questionado ontem se partiria para o ataque, ele respondeu com um “vamos ver”. “Eu não tenho muito o que preparar. Eu acho que debate é exatamente para o candidato se mostrar com franqueza, naturalidade, espontaneidade. É o que farei”, enfatizou. Se pudesse mudar algo, no entanto, o faria em relação aos seus adversários. “Foram muito agressivos”, completou.

Do lado do PT, a ordem é Pimentel manter postura adotada no debate da Band, mas, dessa vez, apresentando propostas mais claras. “Estamos indo bem. Nossa campanha é propositiva, de alto nível e respeita o eleitor. Não estamos agredindo ninguém nem fazendo baixaria. Então vamos continuar assim até o final”, avaliou, ontem, o petista.

Para o coordenador da campanha do partido no Estado, Helvécio Magalhães, não haverá mudança de tática para as aparições na televisão. No entanto, haverá mais chances de mostrar propostas, fato que não ficou evidente em agosto, uma vez que as propagandas eleitorais gratuitas ainda não tinham começado. Dessa vez, com o programa de governo praticamente pronto, será possível apresentar números concretos sobre a gestão anterior e propostas fechadas para um eventual governo.

Tática. Na avaliação do diretor da Associação Brasileira de Consultores Políticos em Minas e professor de marketing da UFMG, Rodrigo Mendes, o eleitor está prestando mais atenção nos candidatos agora, na reta final. “O candidato vai precisar saber equilibrar as duas coisas: mostrar as propostas e apontar as falhas do adversário”, resumiu. Porém, segundo Mendes, o debate não pode ser tratado como um “ringue de boxe”.

O último

Temor. A maior preocupação das campanhas é com o debate da Rede Globo, que, historicamente, marca o último encontro antes do pleito. Nacionalmente, o programa já gerou impacto nas eleições.

Nacional Previstos. Os candidatos à Presidência da República também se preparam para os dois próximos debates televisivos, já marcados para as próximas semanas até 5 de outubro. Marcados. A Record já confirmou o seu no próximo dia 28. Em 2 de outubro é a vez do debate da Rede Globo. A TV Gazeta também faria um debate televisivo, mas foi cancelado. Propostas. Os presidenciáveis já foram a três debates na televisão, o primeiro na Rede Bandeirantes, outro no SBT e, ontem, eles participaram do terceiro na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

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