Dos filmes para os gramados

Pugilista das telonas viveu sucesso, caiu e precisou trabalhar o lado emocional para voltar a vencer

iG Minas Gerais | Fernando Almeida |

É hora de abaixar a guarda e apostar nas esquivas, sem medo de sentir as cordas do ringue a suas costas e, vez ou outra, o sangue escorrer pelo rosto. A queda, o baque surdo no chão, é apenas a ação que antecede o brio do retorno à luta, o momento de mostrar o seu real objetivo no combate. Os filmes de Rocky encantaram a muitos pelo seu significado de superação diante da atuação histórica de Sylvester Stallone. Embora Jô não fosse nem nascido no auge dos clássicos da década de 80, é nessa complexa realidade que o atacante se encontra neste momento de sua vida, sendo obrigado a se fechar internamente, concentrar-se ao máximo, para provar, mais uma vez, que não será um novo knockdown que o fará perder o rumo na carreira. Em 2002, o centroavante perdeu seu irmão e ídolo, Jean, que faleceu vítima de um acidente de carro. Jô sofreu, claro, mas inverteu o sentimento de tristeza em inspiração tão vista nos seis filmes de Rocky – mais evidente no terceiro longa da série, no qual o lutador também se depara com a perda de uma pessoa querida, o treinador. O avante atingiu o auge; foi destaque da Libertadores 2013 e chegou à Copa do Mundo no Brasil com a camisa amarela. Depois de mais um “cinturão”, Jô viu o chão se aproximar após 19 golpes em sequência, vivendo um longo jejum de gols que cada vez mais o incomoda, apesar de toda a tranquilidade demonstrada ao falar sobre o assunto. “Clube da Luta”. A luta de Jô também é contra si próprio, assim como no filme “Clube da Luta”. Resta, então, o atacante livrar-se dessa teia psicológica libertando-se para o mundo que está a sua volta, em que tem o apoio da Massa, que não esquece o que o artilheiro fez e ainda é capaz de fazer. A ajuda das arquibancadas tende a se manter; basta saber se Jô dará ouvidos para os gritos e conseguirá enxergar suas falhas quando quase tudo ao seu redor já começa a se desfocar. 

Noticiário do dia Cidade do Galo. Após treino dos reservas contra garotos da base, sob os olhares do técnico Levir Culpi e do presidente Alexandre Kalil, o lateral-esquerdo Douglas Santos “entregou” que ganhará uma chance nesta quinta, contra o Goiás. No lado direito, Alex Silva ficará com a vaga do suspenso Marcos Rocha. Os titulares ficaram pelo segundo dia seguido na academia.

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