Dedo de prosa

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Jeep/Divulgação
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Durante a convenção de lançamento do Novo Uno 2015, em Buenos Aires, Argentina, na semana passada, tivemos a oportunidade de manter contato mais estreito com Cledorvino Belini, o executivo que comanda os destinos da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) na América Latina, marca que segue para o 13° ano consecutivo de liderança na venda de automóveis no Brasil. Na ocasião, C. Belini, como seu nome é mais comumente grafado, confirmou a oficialização da nova formatação acionária do grupo para o próximo mês. O anúncio formal acontece no dia 13 de outubro, data em que a Ferrari comemora 60 anos de presença nos Estados Unidos. E mais do que a comunicação de uma nova configuração societária e a inclusão de suas ações na bolsa de Nova York, será anunciada, também, a saída de Luca di Montezemolo, depois de 23 anos dirigindo a escuderia e a legendária fábrica de esportivos dos sonhos. Seu substituto será o todo poderoso Sérgio Marchionne, que passa a deter 100% do controle sobre as marcas do grupo FCA, ao incluir debaixo de seu guarda-chuva a desejada e lucrativa marca do Cavallino Rampante. A partir dessa data, serão muitas as estratégias comerciais que se seguirão para manter o projeto de expansão do grupo ítalo-americano, que visa à produção de 6 milhões de automóveis em 2018. E um deles foi alvo de nossa conversa “ao pé do ouvido”, como gostam de dizer os mineiros. Falamos da fábrica que está em fase final de construção no município de Goiana, em Pernambuco, cuja inauguração está prevista para o primeiro trimestre de 2015. Na fábrica nordestina, serão produzidos, prioritariamente, produtos da marca Jeep, começando com o utilitário-esportivo Renegade, que será, segundo o comandante das operações latino-americanas da montadora, comercializado em rede própria, mas não revelou o número de revendas que iniciam as vendas do modelo. Na oportunidade, Belini destacou que o mercado de SUVs, no qual está inserido o Renegade, é o que mais cresce no mundo e que até o ano de 2018 responderá por 600 mil unidades entre toda a produção automobilística no Brasil. Nos próximos anos, cinco lançamentos serão protagonizados pela FCA, dois com a chancela Jeep, e três usando a marca Fiat. No acumulado deste ano de 2014, a liderança da Fiat garante percentual de 21,5% de participação, com 460 mil unidades comercializadas. Confirmado o primeiro lugar, este será o 13° ano em que a montadora italiana domina o setor no país. Em relação ao Uno 2015, o dirigente enfatizou que a chegada do modelo representa a “democratização da tecnologia para os carros de entrada”, referindo às muitas novidades introduzidas, principalmente o sistema Start&Stop, que liga e desliga o motor a cada parada, ou no semáforo ou durante um engarrafamento, cada vez mais comum em nosso cotidiano. Não custa recordar que o Uno recebeu atualizações estéticas e de conveniência para encarar uma concorrência cada vez mais acirrada. Só neste ano, dois novos players chegaram para “sacudir” o segmento: o up!, da VW, com seu motor de três cilindros, entre outros atributos, e o novo Ka, que chegou com duas opções de carroceria (hatch e sedã) e, além de motorização similar à do concorrente alemão, introduziu controle de estabilidade, inédito para veículos em seu segmento.

Para manter a liderança nacional consolidada, a montadora italiana investiu pesado para diferenciar o seu novo Uno e mostrar ao consumidor as potencialidades que o distinguem de seus oponentes, que, como ele, seguem cada vez mais na trilha dos avanços tecnológicos.

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