Assaltante pediu perdão a arcebispo antes de roubá-lo, diz fotógrafo

O fotógrafo Gustavo de Oliveira, que estava no mesmo carro do arcebispo no momento do roubo, relatou o diálogo entre o assaltante e o arcebispo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Um dos bandidos que participaram do assalto ao cardeal e arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani Tempesta, pediu perdão ao religioso antes de levar um anel, um crucifixo e o celular dele. O crime aconteceu na noite de segunda-feira (15) no trajeto entre o Centro de Estudos do Sumaré, no Alto da Boa Vista, e a sede da arquidiocese na Glória (zona sul do Rio).

O fotógrafo Gustavo de Oliveira, que estava no mesmo carro do arcebispo no momento do roubo, relatou o diálogo entre o assaltante e o arcebispo. Segundo ele, o jovem questionou se Tempesta era da igreja e depois pediu perdão, dizendo que "não queria fazer isso". O religioso então disse "eu te perdoo, meu filho".

Ao ser absolvido pelo religioso, o assaltante fugiu. Também foi levado pelos assaltantes a mochila de um seminarista e o equipamento fotográfico de Oliveira. Durante a fuga, porém, os bandidos resolveram abandonar os pertences de dom Orani, assim como os telefones roubados.

Segundo o fotógrafo, a picape preta, que estava a serviço da arquidiocese do Rio, seguia pela estrada do Sumaré, por volta das 20h, quando foi interceptada por um outro carro, de cor prata, que estava atravessado na pista.

Um dos três assaltantes se aproximou armado do banco ao lado do motorista, onde estava sentado dom Orani e mandou ele descer. De acordo com Gustavo de Oliveira, ao pegar o crucifixo do cardeal, o assaltante perguntou se era de ouro. O religioso disse que não.

"Eles levaram todo o meu equipamento fotográfico, um prejuízo de R$ 25 mil", estimou Oliveira. "Roubaram ainda a mochila do seminarista que também estava no carro, onde havia objetos pessoais como batina, celular e carteira".

Todos os objetos foram guardados na mochila do seminarista, que acabou lançada em uma rua do Rio Comprido, bairro situado em uma das saídas da Estrada do Sumaré. "Só não devolveram a câmera", lamentou o fotógrafo. O caso foi registrado na delegacia de Botafogo (10ª DP), na zona sul carioca.

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