Renda dos americanos sobe pela 1ª vez desde recessão

Embora o crescimento de renda tenha sido o primeiro desde 2007, de acordo com o relatório do Census, o aumento não é estatisticamente significativo

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A renda americana subiu em 2013 pela primeira vez desde a recessão. A renda média familiar aumentou 0,3% ou US$ 180 em 2013, para US$ 51.939 informou o Census Bureau.

Embora o crescimento de renda tenha sido o primeiro desde 2007, de acordo com o relatório do Census, o aumento não é estatisticamente significativo. Segundo o instituto, 2013 é o segundo ano seguido em que os crescimentos são de modo geral estáveis em relação ao ano anterior.

O relatório de padrão de vida americano do Census mostra quão insatisfatória foi a recuperação econômica para uma grande faixa de americanos. Ainda que o mercado de ações tenha voltado a recordes de altas após a recessão, o relatório é um lembrete dos danos prolongados da recessão após o estouro da bolha imobiliária e a crise financeira.

Outros medidores de bem estar no documento mostraram uma melhora modesta. O índice oficial de pobreza caiu pela primeira vez desde 2006, para 14,5%, de 15% em 2012, porém permanece acima do nível de 12,5% de 2007. Em 2013, cerca de 45,3 milhões de americanos estavam vivendo na pobreza, que tem como critério famílias de quatro membros com renda anual abaixo de US$ 23.624.

O relatório mostra que as rendas, em geral, não se alteraram no último ano para todos, com exceção dos americanos mais novos e mais velhos. Para famílias lideradas por jovens entre 15 e 24 anos, o aumento foi de 10,5% em 2013, o primeiro avanço desde 2006. Para famílias guiadas por pessoas acima dos 65 anos, o crescimento de renda foi de 3,7%, o primeiro desde 2009.

Segundo autoridades, a melhora no mercado de trabalho ajudou a reduzir os níveis de pobreza no ano passado, especialmente com a transição da oferta de empregos de meio período no começo da recuperação para contratações de tempo integral no período posterior da expansão econômica. "Parece haver uma conexão direta entre a ascensão do ano passado, empregos de tempo integral e uma economia mais saudável com a queda na pobreza", afirmou Chuck Nelson, analista do Census Bureau.

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