Operação contra trabalho escravo resgata quatro homens em Pintópolis

Vítimas estavam vivendo, segundo o MPT, em barracos de lona, sem água potável, alimentação e banheiro

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho (MPT) e do Ministério do Trabalho e Emprego na cidade de Pintópolis, no Norte de Minas Gerais, resgatou quatro trabalhadores que estavam sendo submetidos à condição análoga ao trabalho escravo em uma carvoaria na zona rural do município.

De acordo com o MPT, a medida foi tomada após os órgãos receberem denúncias sobre as condições dos trabalhadores na Fazenda Alegre, que pertence à um juiz aposentado. Quando chegaram ao local, os fiscais acabaram recebendo a informação de que os trabalhadores haviam sido escondidos em uma fazenda vizinha, de nome Fazenda Mangues.

Nas duas propriedades foram localizadas carvoarias. "Eles estavam vivendo em barracos de lona, sem água potável, alimentação, banheiro e equipamentos de proteção individual (EPIs)", relatou a procuradora do Trabalho Elaine Nassif, que acompanhou a operação.

Ainda de acordo com a procuradora, os trabalhadores estavam sem receber salários há pelo menos cinco meses, inclusive a pessoa que recrutou a mão de obra entre membros de sua própria família. Os trabalhadores também não receberam qualquer direito trabalhista durante o período. Após serem resgatadas, as vítimas tiveram suas carteiras de trabalho assinadas no momento da operação. 

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