Suspeita de levar desaparecida para clínica de aborto se entrega

O ex-marido de Jandira diz que ela entrou em um Gol branco, de quatro portas, que era conduzido por uma mulher de cabelos loiros, que depois foi reconhecida e identificada como Vanuza Baldacine

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A motorista Vanuza Vais Baldacine, suspeita de ter levado a auxiliar administrativa Jandira Magdalena dos Santos Cruz, de 27 anos, para uma clínica de aborto, antes de a jovem desaparecer, em Campo Grande, zona oeste do Rio, se apresentou à polícia na noite desta segunda-feira (15).

De acordo com os investigadores, contra a motorista foi cumprido um mandado de prisão temporária de 30 dias. Vanuza Baldacine é suspeita de fazer parte de uma quadrilha especializada em explorar clínicas clandestinas de abortos. Além de Jandira Cruz, a polícia garante que ela levou outras duas grávidas para uma clínica de Campo Grande no dia 26 de agosto.

A reportagem tentou localizar o advogado da suspeita, mas ele não foi encontrado. Na última semana, outras duas pessoas -a técnica de enfermagem Rosemere Aparecida Ferreira e o policial civil Edilson dos Santos- também foram presas pelo mesmo crime.

A reportagem telefonou para o advogado do casal, mas não conseguiu falar com ele. Segundo a irmã de Jandira, Joice dos Santos, a jovem resolveu interromper uma gravidez de três meses e duas semanas e conseguiu, por meio de amigas, o contato de Rose, que seria responsável por administrar uma clínica clandestina de aborto.

A polícia desconfia que 'Rose' seja Rosemere, que já responde a quatro processos por prática de aborto e teve sua prisão preventiva decretada em fevereiro por um aborto realizado em 2013. De acordo com depoimento do ex-marido de Jandira à polícia, Leandro Brito Reis, ela queria abortar por medo de perder o emprego.

Reis a acompanhou até uma rodoviária em Campo Grande, na zona oeste do Rio, local de ponto de encontro para que fosse encaminhada até a clínica.

O ex-marido de Jandira diz que ela entrou em um Gol branco, de quatro portas, que era conduzido por uma mulher de cabelos loiros, que depois foi reconhecida e identificada como Vanuza Baldacine. Após chegar à clínica de aborto, Jandira teria enviado uma mensagem de texto em que dizia "estou em pânico, mandaram desligar o celular. Ore por mim".

 

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