Dilma não perderia a eleição 'nem se a gente quisesse', diz Temer

Entre as razões para a reeleição, segundo o vice, está o crescimento do país; "O Brasil está crescendo fantasticamente", afirmou o candidato à reeleição, que citou o setor de shoppings centers.

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Vice-presidente da República e mais uma vez na chapa da presidente Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (PMDB) disse nesta terça-feira (16) em Campinas (SP) que "o Brasil está crescendo fantasticamente" e que, "nem se a gente quisesse, a gente não tem condições de perder a eleição".

Temer visitou o sindicato dos frentistas pela manhã e almoçou com empresários em um dos principais hotéis da cidade, onde foi homenageado como personalidade do ano por uma associação local.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país (com 22,4% de todos os eleitores), Marina tem 40% das intenções de voto, e Dilma, 26%, segundo a última pesquisa do Datafolha, na semana passada.

"Quando eu vejo esse entusiasmo entre os frentistas e entre os diversos sindicalistas do país", disse o vice-presidente durante seu discurso no sindicato, antes de completar: "Quando eu vejo esse entusiasmo, nem que a gente quisesse a gente não tem condições de perder a eleição. Nós vamos ganhar."

Entre as razões para a reeleição, segundo Temer, está o crescimento do país. "O Brasil está crescendo fantasticamente", afirmou o candidato à reeleição, que citou o setor de shoppings centers.

"Ontem [segunda-feira] à noite, após uma caminhada pela Baixada Santista, fui inaugurar uma exposição de shoppings centers em São Paulo", disse. "São cerca de 530 no Brasil, geradores de 900 mil empregos. Do ano passado para cá, inauguraram 95 shoppings centers. Você só instala shoppings centers, lojas, só investe, porque sabe que vai ganhar dinheiro."

"Porque pode abrir mais 95 shoppings no país? Porque 40 e poucos milhões de pessoas que nada consumiam passaram a consumir", afirmou o peemedebista.

RETRAÇÃO

Apesar do otimismo do vice-presidente, o PIB do Brasil apresentou retração nos dois últimos semestres (queda de 0,2% entre janeiro e março e 0,6% entre abril e junho).

Na segunda-feira (15), o mercado reduziu a previsão de crescimento do PIB para 2014 para 0,33%, segundo pesquisa Focus do Banco Central. Foi a 16ª semana seguida de queda.

A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) diminuiu sua projeção para o ano de 1,8%, anunciado em maio, para 0,3%, divulgado nesta segunda (15).

"O Brasil caiu em recessão no primeiro semestre. O investimento tem sido particularmente fraco, minado pelas incertezas sobre a direção da política após as eleições e a necessidade de que a política monetária controle a inflação acima da meta", destacou a OCDE em relatório.

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