Marcio Lacerda garante que não tem a intenção de construir novo viadut

Prefeito disse que pediu providências imediatas à BHTrans para criar alternativas de desvio na região

iG Minas Gerais | JOSÉ VÍTOR CAMILO |

Implosão do viaduto Batalha dos Guararapes
Uarlen Valério
Implosão do viaduto Batalha dos Guararapes

Antes mesmo de ser concluída a limpeza da avenida Pedro I, onde a alça norte do viaduto foi implodida no último domingo (14), o prefeito Marcio Lacerda (PSB) garantiu durante entrevista concedida na noite desta segunda-feira (15) que não há planos de reconstruir o Batalha dos Guararapes, que ligaria os bairros Planalto e São João Batista, nas regiões Norte e Venda Nova, respectivamente. 

Conforme divulgado pela assessoria da Prefeitura de Belo Horizonte, o prefeito fez o pronunciamento durante um evento político, na noite de segunda. Ele ainda afirmou que pediu providências imediatas à BHTrans para criar alternativas de desvio na região. 

"Esses viadutos foram projetados não só para facilitar a passagem dos ônibus, dos carros, mas também para fazer uma importante ligação entre duas importantes regiões isoladas uma da outra, e dentro de um planejamento viário da cidade. Neste momento nós não temos nenhum plano. Qualquer providência exigiria muitos estudos, exigiria um novo projeto, uma nova definição de recursos", afirmou Lacerda.

Ainda de acordo com ele, o que estava ao alcance de fazer no momento foi pedir que a BHTrans estude rapidamente as alternativas "para que a vida volte ao normal sem a necessidade de construir ali, em curto prazo, um viaduto. Ali ou em outro local da mesma região", disse Marcio Lacerda.

Demolição

O viaduto Batalha dos Guararapes desabou no dia 3 de julho de 2014, atingindo vários veículos, matando duas pessoas e ferindo outras 23. Pouco mais de 70 dias após o desabamento a estrutura chegou ao seu fim no último domingo. O projeto do viaduto custou cerca de R$ 150 mil, a obra em torno de R$ 15 milhões, e a implosão R$ 1,2 milhão.

Foram utilizados 125 kg de explosivos, vindos de Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. Como medida de segurança, a Defesa Civil isolou uma área em um raio de 200 metros do viaduto. Os moradores dos edifícios Antares e Savana, vizinhos à estrutura, deixaram as casas no sábado (13).