Mineiros possuem visão distinta sobre final da Superliga em três jogos

Enquanto Sada Cruzeiro, UFJF e Montes Claros Vôlei foram a favor de decisão em três jogos, Minas votou a favor da manutenção de final em jogo único

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Dando sequência à preparação da equipe para a temporada 2013/2014, equipe celeste anunciou seu novo reforço para dar mais qualidade ao plantel e ter mais um atleta em nível de seleção brasileira
ANA FLÁVIA GOULART/ SADA CRUZEIRO
Dando sequência à preparação da equipe para a temporada 2013/2014, equipe celeste anunciou seu novo reforço para dar mais qualidade ao plantel e ter mais um atleta em nível de seleção brasileira

Um dos constantes pedidos dos clubes que disputam a Superliga masculina foi, finalmente, atendido. A final do torneio na temporada 2014/2015 terá a decisão em três jogos. Esta foi uma solicitação da maioria dos clubes à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), que abriu votação durante plenária que está sendo realizada na última segunda-feira em São Paulo. Dos 13 times participantes, apenas dois votaram contra a ideia da final em três jogos. Antes disso, o campeão era conhecido em apenas um jogo.

"Esse era um pedido antigo dos clubes, que fizeram muitas críticas pelo formato anterior. O aspecto técnico falou mais alto. Com a final em três jogos, o mérito ganha espaço, enquanto final em jogo único o verdadeiro merecedor poderia não ser recompensado por um trabalho de cinco ou seis meses. Todo o trabalho de uma longa temporada pode ir por água abaixo em uma final de um jogo. A justiça será feita, a partir de agora", analisa Luís Sales, supervisor do Sada Cruzeiro, atual campeão brasileiro.

"Votamos a favor da decisão em play-offs com base na questão técnica. Com a final em jogo único, muitas vezes o melhor time não é o campeão. Em três jogos, o mérito fica mais evidente", analisa Heglison Toledo, supervisor da UFJF. "Além disso, os patrocinadores terão mais visibilidade em um momento de maior audiência da competição. Isso também pesou para o nosso voto", completa o representante da Zona da Mata.

Na tarde desta terça-feira, uma nova reunião irá acontecer para formatação de tabela da Superliga e da Copa Brasil, que terá a cidade paranaense de Maringá como sede pelo segundo ano consecutivo.

Contrário. Um dos times que votou a favor da final em jogo único foi o Minas Tênis Clube, que preferiu não se manifestar sobre o assunto.

"Prefiro não falar até o regulamento ser oficializado. Uma nota no site ou matéria de jornal não tem o peso necessário para que isso seja confirmado. Quando tudo estiver no papel, me sentirei mais confortável para falar sobre o assunto", relata Carlos Castanheira, o Cebola, novo supervisor do time. O outro clube que defendeu a ideia foi o Brasil-Kirin-SP.

Outra novidade foi o fim dos sets em 21 pontos, outro fator bastante criticado pelos clubes na última Superliga. A ideia da CBV, que atendeu um pedido da Federação Internacional de Vôlei (FIVB) foi testada na temporada 2013/2014, sem muito sucesso.

Diferença. Enquanto a Superliga masculina terá final em três jogos, a feminina manterá o formato com final em jogo único.

"Das 13 equipes femininas, apenas uma foi favorável aos play-offs. Embora entendamos que tecnicamente é mais justo, não temos a garantia de que todos os jogos das finais seriam transmitidos em TV aberta. Conseguimos as transmissões a duras penas, não seria hora de jogar tudo pro alto. É uma proposta que deve ser discutida para o futuro," mostra Luizomar de Moura, técnico do Molico-Néstle-SP.

Enquanto a feminina se baseou no acordo com a TV para manter a decisão em jogo único, a masculina, mesmo sem garantia de que os três jogos decisivos são transmitidos, decidiu realizar a mudança, mostrando alguma independência com a emissora responsável.

A final do torneio masculino deve acontecer no dia 12 de abril, enquanto a do feminino tem previsão para 19 de abril. As datas ainda não foram confirmadas, pois dependem de acordo final com a Rede Globo.

"Nosso pedido de anos foi atendido. Ganhamos com uma equipe a mais disputando a Superliga, e ganhamos tecnicamente. O resultado será o mais justo. Nosso desafio agora é conciliar Rede Globo e Sportv como parceiros deste ideia," destacou José Montanaro, supervisor de voleibol do Sesi-SP.

A equipe a mais citada por Montanaro será o Voleisul-Paquetá Esportes-RS, que ficou em segundo lugar na última Superliga B e ocupará a vaga do extinto RJ Vôlei-RJ.

Sobe e desce. Nos últimos anos, o rebaixamento prometido pela CBV não aconteceu. As equipes que ficaram nas últimas posições, de uma forma ou de outra, acabam se mantendo na elite, mesmo com o regulamento informando algo diferente.

Para a próxima temporada, a promessa é de que os 10 primeiros colocados da elite estarão garantidos no campeonato seguinte. Os três últimos disputarão com todos os times da Superliga B (com exceção do campeão, que garante o acesso), apenas uma vaga na elite do próximo ano. Resta sabe se o que consta será cumprido.

O ranking de atletas, que chegou a ganhar repercussão nos últimos meses, não foi sequer discutido pelos presentes. A CBV promete formas de melhorar o ranqueamento dos jogadores para o futuro próximo.