Boate Kiss: Justiça começa a ouvir testemunhas dos acusados

Até agora, a Justiça já ouviu 130 pessoas no processo; de acordo com o cronograma divulgado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, nessa fase, de três a cinco testemunhas por dia, contarão suas versões ao Juiz, em Santa Maria

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

No total, 28 pessoas foram apontadas como responsáveis pelo acidente, incluindo o então prefeito da cidade, Cezar Schirmer
Reprodução/Google Maps
No total, 28 pessoas foram apontadas como responsáveis pelo acidente, incluindo o então prefeito da cidade, Cezar Schirmer

A Justiça começa a ouvir, nesta terça-feira (16), as testemunhas de defesa dos acusados pelo incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria, em janeiro de 2013, que matou 242 pessoas. Os depoimentos serão tomados pelo juiz Ulysses Fonseca Louzada, titular do processo.

Até agora, a Justiça já ouviu 130 pessoas no processo. De acordo com o cronograma divulgado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), nessa fase, de três a cinco testemunhas por dia , contarão suas versões ao Juiz, em Santa Maria. Em seguida, a Justiça fará audiências em três cidades gaúchas e uma em Santa Catarina, onde vivem testemunhas convidadas pela defesa.

Os sócios da Boate Kiss e os músicos da banda Gurizada Fandangueira são acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul de homicídio doloso. O grupo se apresentava no palco da boate no momento em que o fogo começou, na madrugada do dia 27. A suspeita é que o artefato pirotécnico usado na apresentação tenha entrado em contato com a espuma do teto do local e provocado o fogo.

Os réus chegaram a ser presos, mas, no fim de marco de 2013, uma decisão da 1ª Câmara Criminal do TJRS revogou a prisão preventiva e os quatro passaram a responder o inquérito em liberdade.

Após os depoimentos das testemunhas de defesa, a Justiça ouvirá os peritos. De acordo com o TJRS, o processo está em fase de produção de provas e oitivas de testemunhas.

Após o depoimento de todas as testemunhas apontadas pela acusação e pela defesa, serão ouvidos os peritos. O juiz pode decidir convocar novos depoimentos antes de seguir para a fase de interrogatório dos réus.

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