Alimentos arrecadados são entregues, pessoalmente, pelo elenco do MOC

Além dos mantimentos, atletas doaram camisa autografada, que será leiloada; valor será revertido para projeto que trabalha com autistas

iG Minas Gerais | DANIEL OTTONI |

Jogadores do MOC fizeram questão de fazer parte da entrega dos alimentos
WESLEY GONÇALVES
Jogadores do MOC fizeram questão de fazer parte da entrega dos alimentos

O fato de receber alimentos que foram doados pelos torcedores do Montes Claros Vôlei já era motivo de muita alegria para os colaboradores e pacientes da Associação Norte Mineira de Apoio ao Autista (ANDA). A satisfação de quem faz parte do projeto foi ainda maior ao saber que a entrega da duas toneladas de alimentos seria feita por todo o elenco do time, que disputa o Campeonato Mineiro de vôlei.

Toda a arrecadação aconteceu no jogo entre Montes Claros e Minas, no último dia 6, no ginásio Tancredo Neves, na cidade do Norte de Minas.

Jogadores, comissão técnica e diretoria fizeram questão de marcar presença e dar uma força para quem luta diariamente contra a doença. “É muito bacana conhecer instituições como a ANDA. Descobrimos uma realidade que não faz parte da nossa e nos colocamos para uma parceria mais profunda com a instituição. É nosso dever como esportista, contribuir e ajudar a realizar sonhos. Além da doação de mantimentos, estamos satisfeitos pela diretoria do time ter colocado ingressos à disposição da ANDA", destaca o levantador Rodriguinho.

Os atletas aproveitaram para doar uma camisa autografada do time, que também ajudará na manutenção do trabalho da instituição.

“Nós, da ANDA, estamos muito felizes com o carinho dos jogadores. Os mantimentos serão entregues para as famílias carentes assistidas pela instituição. A camisa autografada será leiloada e com o valor arrecadado será investido na construção do nosso Centro ANDA de referência ao Autismo. O primeiro do Norte de Minas", comemora Wander Luciano Cardoso, diretor-presidente da ANDA.

A instituição é referência regional em autismo para 89 municípios do Estado, atendendo 65 famílias e cerca de 250 pessoas cadastradas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que quase 2 milhões de brasileiros são autistas. E no mundo, 80 milhões sofrem com a doença.

“Nosso projeto é um viés humanitário, com envolvimento e contexto social. Somos responsáveis por isso. Temos a responsabilidade técnica, profissional e social. Estamos falando de atletas de autorendimento, mas que não esquecem as suas responsabilidades com a comunidade”, disse o supervisor William do Prado.