Plenário para, servidores não

Deputados admitem redução da produção em período eleitoral, mas negam descumprimento do dever

iG Minas Gerais | Guilherme Reis |

Apesar de o ritmo em plenário ser menor na Assembleia durante a campanha para o pleito e os deputados se ocuparem menos de votações e de discussões de propostas de lei, a Casa funciona normalmente, mas somente para aqueles que não são os representantes do povo por direito.

Os servidores do Legislativo, assessores de gabinete e estagiários continuam trabalhando na mesma intensidade.

Foi o que a reportagem de O Tempo constatou ao visitar a Casa durante três dias em que deveria ter expediente dos legisladores. Durante o período de acompanhamento foi feito um diário sobre a movimentação na Assembleia. O foco era saber como os deputados dividem a obrigação parlamentar com suas campanhas eleitorais.

Nos três dias, observou-se o local símbolo da atividade parlamentar: o plenário. E é justamente esse lugar que sofre maior esvaziamento durante a campanha.

Além de indagar os próprios deputados presentes na Casa durante as visitas, a reportagem também questionou servidores e assessores sobre o andamento dos trabalhos. Os políticos admitiram que a produção sofre decréscimos e a consideraram inevitável, mas negam que estão deixando de cumprir seus deveres.

Os servidores afirmaram que, para eles, a carga de obrigações permanece a mesma. De fato, o lugar não deixa de ter os corredores movimentados pelos funcionários e cidadãos em busca do serviço dos legisladores.

Foram citados no diário os parlamentares vistos no plenário, o que não significa que os outros não estivessem na Assembleia, já que eles também atuam em seus gabinetes e nas bases eleitorais.

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