Retorno para casa só após limpeza

Após a queda do viaduto, muitos dos moradores não conseguiram segurar as lágrimas

iG Minas Gerais | Raquel Sodré |

Maria de Fátima não conseguiu evitar o choro ao relembrar tudo o que passou
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO
Maria de Fátima não conseguiu evitar o choro ao relembrar tudo o que passou

Apesar das casas e apartamentos já estarem liberadas pela defesa Civil para serem reocupadas, a maior parte dos moradores vizinhos à obra vai retornar para as suas residências somente após o fim da demolição da estrutura que caiu ontem. A maioria vai passar a semana em hotéis ou na casa de parentes e amigos, até que não haja nenhuma máquina trabalhando no local para a retirada dos escombros.

Para a Marlene Dias, 41, que acompanhou a implosão do viaduto, foi um alívio ver toda a estrutura no chão. Hospedada em um hotel pago pela Cowan, construtora do viaduto, Marlene diz que ainda falta um pouco até voltar, de fato, para casa. “Vou fazer a vistoria, mas só vamos voltar quando eles terminarem a limpeza da área”, afirma. Ela, que tem dois filhos, resolveu permanecer no hotel para poupar as crianças. “Minha filha é muito alérgica e está tomando antialérgicos direto. E também eles estão muito assustados ainda”, conta.

Apesar de estar hospedada em um hotel, o que ela mais quer é voltar à vida normal. “Ficou muito longe da escola das crianças. E eu trabalho em casa, faço pães de mel. Tenho toda a minha cozinha estruturada para o meu trabalho. Tive que levar tudo para a casa da minha mãe”, diz

Após a queda do viaduto, muitos dos moradores não conseguiram segurar as lágrimas. “Foi um alívio! O coração está leve agora”, comemorou a funcionária pública Samantha Galvão.

Outra que também não segurou a emoção foi Maria de Fátima Nunes. Moradora do condomínio Savana há dez anos, ela relata que a construção da estrutura roubou sua tranquilidade. “Estamos convivendo com o transtorno desde o início das obras desse viaduto. É muita poeira. A rua ficou mais escura, já vimos pessoas nos seguindo quando chegávamos em casa”, relatou ela.

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