A grave crise do cristianismo se deve às doutrinas “vencidas”

iG Minas Gerais |

DUKE
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Há séculos o cristianismo está em crise. À proporção que evolui a humanidade, crescem as dificuldades para a aceitação de algumas de suas doutrinas, o que causou as suas divisões. E uma das questões que mais têm que evoluir é exatamente as doutrinárias religiosas, principalmente as relativas aos conceitos de Deus. Daí que eles sempre variaram e variam com o desaparecimento de uns e o surgimento de outros novos, mais lógicos e perfeitos. Por que, então, o cristianismo ficar na mesmice orgulhosa de sempre de que tudo o que os teólogos e as autoridades de sua alta hierarquia criaram no passado longínquo são verdades intocáveis, devendo os cristãos aceitá-las, cegamente, por todas as eternidades? Já houve algum progresso. A Igreja manteve durante séculos como verdadeira a frase: “Fora da Igreja não há salvação”. Mas hoje, ela considera tal frase como “vencida”. O ensino de que as crianças que morressem sem batismo iam para o limbo foi também descartado. E, igualmente, a excomunhão dos espíritas e dos maçons caducou. Aliás, ninguém é mais excomungado pela Igreja por ser de outra religião ou por não crer em alguma doutrina dogmática. Porém o que foi feito até agora é muito pouco. São muitas as doutrinas polêmicas, as quais só vingaram porque foram impostas no passado pela força e com um ensino repetitivo à moda de lavagem cerebral. As autoridades e os líderes da Igreja vêm insistindo atualmente em novos métodos de evangelização para incentivar mais a prática religiosa e, principalmente, a frequência maior dos fiéis às igrejas. Mas a crise grave do cristianismo, repetimos, é doutrinária. É o descrédito ou a pouca fé com relação a doutrinas complexas, confusas, misteriosas e que nada têm a ver com o verdadeiro ensino do excelso Mestre. É isso que provoca as divisões com polêmicas calorosas. De um lado, os defensores de doutrinas oficiais das igrejas, principalmente as da católica, e do outro, os que as rejeitam. E muitos não as contestam por ignorância, outros por estarem comprometidos com as igrejas. O grande filósofo Descartes defendeu um pensamento muito oportuno ao que estamos dizendo. Segundo ele, ao menos uma vez na vida, para chegarmos à verdade nós temos que nos desligar de todas as ideias que aprendemos e começar a aprender tudo de novo. E é quando se trata de questões religiosas, principalmente as sobre Deus, que esse pensamento cartesiano é ainda mais verdadeiro. É que eram errôneas as ideias dos teólogos do passado a respeito de Deus. E isso se deveu ao atraso cultural das pessoas dos tempos passados, inclusive dos próprios teólogos. Em parte, é também por isso que fizeram muitas interpretações erradas da Bíblia, do que resultou, entre outros erros, o da antropomorfização ou humanização de Deus. E é exatamente a antropomorfização de Deus a mais grave questão doutrinária do cristianismo. Como Deus é um ser infinito, entre Ele e nós há uma diferença infinitamente maior do que a que existe entre nós e um animal. E, no entanto, por ser Jesus um homem já perfeito, transformaram-No em outro Deus! Recomendo o livro “Cirurgias Espirituais” (AME Editora, da Associação Médico-Espírita de Minas Gerais, Belo Horizonte , 2014), feitas pelo famoso médium José Arigó, em Congonhas (MG), a partir da década de 1950 até 1971, quando desencarnou, de autoria da advogada Leida Lúcia de Oliveira, de Campinas (SP). Arigó foi até visitado por um grupo de cientistas da Nasa.

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