Seguro é opção para cliente

Outra dica é guardar as notas fiscais daquilo que foi comprado durante a viagem

iG Minas Gerais | ludmila pizarro |

Clara só viaja hoje com seguro
Arquivo pessoal
Clara só viaja hoje com seguro

A paulistana e gestora de projetos culturais Clara Machado, 35, que já teve sua mala extraviada em um viagem à Itália e roubo de pertences em um voo nacional, cerca-se de cuidados na hora de fazer qualquer viagem. “Virei a louca da bagagem. Tiro foto de tudo e deixo no celular. Não uso os bolsos de fora da mala, não despacho coisas que gosto muito ou presentes carrego na bagagem de mão. Sempre passo plástico filme em casa mesmo, para garantir uma embalagem bem feita e economizo o dinheiro de fazer isso no aeroporto”, diz. Clara também utiliza seguros de viagem.

 

Parece exagero, mas não para a advogada Luciana Atheniense, especialista em direito do consumidor e turismo. “O passageiro está muito vulnerável, com medo de perder seus pertences. E com razão”, afirma.

A advogada diz que atualmente o cliente arca com custos que não deveriam existir. “O passageiro tem que pagar a mais para embalar a sua própria bagagem, um serviço que é obrigação da companhia aérea”, explica. Para a especialista, as empresas também exigem muito do consumidor. “Isso de ter as notas fiscais de tudo que estava na mala, em caso de extravio ou roubo, não é verdade. Como a pessoa vai ter a nota fiscal de uma bota ou de um sobretudo?”, diz Luciana. “É necessário fazer um orçamento na loja ou na internet para mostrar ao juiz que o valor pedido é correto”, completa.

Outra dica é guardar as notas fiscais daquilo que foi comprado durante a viagem. “Se a pessoa comprou, a empresa tem que ressarcir”, diz. As fotos tiradas do conteúdo da mala antes do embarque também são aceitas por alguns juízes, segundo Luciana. 

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