CBF diz ter recolhido presentes que deu na Copa

Relógios dados pela entidade para os cartolas da Fifa durante a Copa do Mundo teriam sido recolhidos

iG Minas Gerais | Agência Estado |

Para a entidade brasileira, presidida por José Maria Marin, a devolução dos produtos deve ser considerada e o caso está
Paulo Mumia/VIPCOMM
Para a entidade brasileira, presidida por José Maria Marin, a devolução dos produtos deve ser considerada e o caso está "encerrado"

A CBF garante que recolheu todos os relógios que foram dados pela entidade como presentes para os cartolas da Fifa, durante a realização da Copa do Mundo, em junho, no Brasil. A decisão de devolver os presentes veio depois que um dos dirigentes denunciou o "incidente". Para a CBF, porém, o caso já está "encerrado".

Neste fim de semana, a Fifa anunciou que está investigando os presentes que a CBF deu a cartolas durante a Copa do Mundo, principalmente um relógio de luxo que cada dirigente encontrou em seu quarto de hotel quando chegou ao Rio. A entidade brasileira teria gasto quase R$ 1 milhão nesses agrados.

A informação é de que o responsável pelo Comitê de Ética da Fifa Michael Garcia, ordenará nesta semana que os cartolas devolvam os presentes, avaliados em milhares de euros. A CBF pode ainda ser multada ou penalizada por ter enviado os relógios aos 25 membros do Comitê Executivo da Fifa.

Os produtos eram da empresa Parmigiani, patrocinadora da CBF e desenhados com exclusividade para a Copa. Fontes próximas à CBF na Suíça confirmaram que a entidade deu os presentes, antes mesmo de o início da Copa. Os modelos foram fabricados com exclusividade pela companhia, em comemoração aos 100 anos da CBF.

Mas um dos beneficiados pelo agrado denunciou o gesto que, de fato, está proibido pelo código de ética da Fifa. A CBF, então, decidiu recolher os relógios, alguns de mais de R$ 50 mil. Para a entidade brasileira, presidida por José Maria Marin, a devolução dos produtos deve ser considerada e o caso está "encerrado".

Na Fifa, a entidade insiste que uma decisão será tomada nesta semana. Mas o momento do anúncio do constrangimento sobre a CBF não é por acaso. Na sexta-feira, o presidente da entidade, Joseph Blatter, promove um seminário sobre ética, num esforço de mostrar ao mundo de que é uma pessoa que combate a corrupção às vésperas da eleição para a presidência da Fifa, em 2015, quando tentará ser reeleito.

Leia tudo sobre: fifarelógioscbfdevolução