Atleticanos recebem gremistas de forma amistosa no Independência

Ao contra da maioria dos rivais, torcedores do Galo não generalizaram os tricolores e o clima no estádio é o melhor possível

iG Minas Gerais | THIAGO PRATA |

ESPORTES - BELO HORIZONTE - MG - BRASIL CAMPEONATO BRASILEIRO 2014 
Atletico MG x Gremio - Partida realizada na Arena Independencia , em Belo Horizonte MG .
Na foto , Cristiano Lacerda , com seu filho Davi

Foto: Douglas Magno / O Tempo - 14.9.2014
Douglas Magno / O Tempo
ESPORTES - BELO HORIZONTE - MG - BRASIL CAMPEONATO BRASILEIRO 2014 Atletico MG x Gremio - Partida realizada na Arena Independencia , em Belo Horizonte MG . Na foto , Cristiano Lacerda , com seu filho Davi Foto: Douglas Magno / O Tempo - 14.9.2014

Por conta do episódio do racismo contra o goleiro Aranha, do Santos, os aficionados do Grêmio foram taxados de 'racistas' por torcidas do país, como a do Flamengo, que hostilizou os gremistas no Maracanã. Mas o clima que se viu nos arredores do estádio Independência era bem diferente. A Massa alvinegra não generalizou a torcida gremista desta forma e recepcionou os gaúchos de braços abertos para a partida deste domingo envolvendo Atlético e Grêmio. As duas torcidas, aliás, são consideradas amigas. O empresário Cristiano Lacerda, 35, ilustrava bem essa ligação entre Galo e tricolor. “Sou gremista. Em todos os jogos que compareci aqui, nunca tive problema. A gente se sente seguro em trazer a família. Costumo vir em jogos do Galo com um amigo que é torcedor do Atlético”, disse Cristiano, gaúcho de Porto Alegre, mas que mora em Belo Horizonte há 17 anos. Cristiano trajava uma camisa tricolor e usava na cabeça um boné do Atlético. Acompanhado do filho Davi e da esposa Nayara, reitera que a torcida gremista não é racista. “Existe o risco de um ou outro torcedor rechaçar a torcida do Grêmio por causa disso (o episódio Aranha), mas acho que foi um fato isolado e infeliz naquela situação. A torcida do Grêmio não é racista. Muito pelo contrário. A gente tem torcedores de várias raças e o povo gaúcho é contra o racismo”, disse. O contador e atleticano Vitor Máximo, 28, reforça o clima de amizade e a luta contra o racismo. “Tem recepcionar de forma positiva. Foi um episódio isolado, mas sabemos que há racismo no futebol. Da mesma forma que a gente os recebe bem aqui, a gente é bem recepcionado lá (em Porto Alegre). Tem que haver clima amistoso, futebol é amizade. Não se pode poluir a amizade”, disse.

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