Dois adversários de longa data

Além da região Sul como origem, rivais de hoje têm outros pontos em comum ao longo da carreira

iG Minas Gerais | Thiago Prata |

JEFERSON GUAREZE/AE – 24.8.2014
undefined

Levir Culpi e Luiz Felipe Scolari são como dois lados de uma mesma moeda. Quando ambos se encontram frente a frente, o equilíbrio se faz presente. E o destino de uma partida envolvendo os times que comandam é como se alguém jogasse essa moeda para o alto, aguardando quem será o sortudo da vez.

Neste domingo, a partir das 18h30, a moeda será jogada para cima novamente no Independência, onde o Atlético, comandado por Levir, medirá forças com o Grêmio, de Felipão, em duelo direto na luta pelo G-4.

Os dois treinadores possuem muitos traços semelhantes, maiores do que o fato de serem da região Sul do país, e uma história que os conecta de alguma forma. Ao mesmo tempo em que se mostram pessoas competentes e vitoriosas, são dotados de personalidade forte e frases ásperas sem medo das consequências. São algumas vezes anti-heróis.

Ex-zagueiros, Levir e Felipão iniciaram como treinadores na década de 80, mas foi nos anos 90 que se tornaram referências. Em 1992, por exemplo, Culpi comandou o Criciúma, que no ano anterior, havia sido campeão da Copa do Brasil, feito alcançado com Luiz Felipe.

De lá para cá, ganharam a fama de estrategistas, carregando uma dose de sorte. Felipão obteve resultados mais expressivos no futebol, ganhando vários títulos com Grêmio e Palmeiras e a Copa de 2002 com a seleção. Mesmo assim, desagradou em outros momentos, como no vexame deste ano, levando de 7 a 1 para a Alemanha, no Mineirão.

Já Levir ficou marcado pelas passagens por Minas Gerais e tropeços por outros clubes. No Atlético, é considerado um dos principais nomes da campanha da Série B de 2006, além de ter conquistado a Recopa Sul-Americana de 2014, e os Estaduais de 1995 e 2007. Pelo rival Cruzeiro, levou a taça da Copa do Brasil de 1996 e os Mineiros de 1996 e 1998.

Em algumas oportunidades, Levir rasgou elogios – com uma pitada de veneno – a Felipão, tentando encontrar similaridades no jeito de ser.

“O Felipão é um cara com muita sorte também. Os jogadores confiam nele, é um cara confiável. Ele tem algo que acho interessante no ser humano. É muito grosso, mal educado, mas é sincero e que fala o que sente”, declarou Levir Culpi neste ano durante a Copa.

Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave