Opção de morar sozinha mantém independência

iG Minas Gerais |

Enquanto algumas pessoas preferem dividir a casa, seja para repartir as contas ou para ter companhia, a aposentada Maria Almeida da Silva Marques, 77, prefere morar sozinha, o que já acontece há, pelo menos, 15 anos. “Tenho um filho engenheiro que mora em outro Estado e não tenho netos”, diz.

Desquitada há 40 anos, ela conta que trabalha como voluntária e seus irmãos moram todos no mesmo bairro, o que facilita os encontros. “Eu aluguei a minha casa e moro no barracão ao lado. Não preciso de casa grande. Aliás, quase não paro em casa. Sou bem independente”, justifica.

Ela observa que, em muitos casos, os aposentados sustentam ou ajudam a família. “É a nossa cultura. Se a filha engravida, os pais ajudam. Se o filho separou, ele volta para a casa dos pais. Há aposentados que se endividam para ajudar os familiares”, diz.

Maria Almeida conta que não gasta muito. “Graças a Deus, tenho saúde. Meus remédios ficam, quando muito, em R$ 27”.

Em família. Já a aposentada Maria Noberta Soares da Fonseca, 77, divide hoje a casa com um neto e uma filha. “Dividir a casa é a solução para muita gente. Só que há vantagens e desvantagens. Para dar certo, é preciso se dar bem. Agora, algumas pessoas dividem a casa por falta de opção”, observa. No mesmo terreno moram dois filhos de Maria Noberta – um casado e outro solteiro. (JG)

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