Sem essa de ostentação

Com inspirações na série “Sex And The City”, “Sexo e As Nega” quer dialogar com mulheres possíveis

iG Minas Gerais | anna bittencourt |

Time. As protagonistas de “Sexo e As Nega”
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Time. As protagonistas de “Sexo e As Nega”

Boas histórias sempre recebem muitas adaptações. Para se aproximar de diferentes públicos, essas tramas são transformadas, mas buscam manter a essência. Não é diferente com “Sexo e As Negas”, que estreia nesta terça-feira. Idealizada por Miguel Falabella, a série é uma versão baixa renda da aclamada “Sex And The City”. Sem os drinks glamourosos, as roupas de grandes estilistas e toda a ostentação da produção protagonizada por Sarah Jessica Parker, “Sexo e As Negas” carrega arquétipos da versão norte-americana. A história, que se passa na Cidade Alta, em Cordovil, zona Norte do Rio de Janeiro, gira em torno da vida de quatro amigas: a romântica Tilde, a reprimida Zulma, a experiente Lia e a fogosa Soraia, interpretadas por Corina Sabbas, Karin Hils, Lílian Valeska e Maria Bia. “Sou fã da produção norte-americana e tive a ideia de fazer uma paródia brasileira. E as mulheres são parecidas, em qualquer lugar que estejam. Possuem as mesmas ambições e preocupações”, simplifica Falabella.

Se “Sex And The City” buscou tratar a sexualidade feminina longe de preconceitos e livre de machismo, “Sexo e As Nega” caminha no mesmo propósito. No entanto, segundo Karin Hils, o assunto é livre quando se trata das “negas”, mas, em relação ao sexo, é mais complicado. “Está rolando muita censura. Tanto de cenas inteiras quanto de falas. Mas a gente vai levando”, diz a atriz. Mesmo cerceada, existe uma liberdade para tratar do tema, garante Lilian Valeska. “Espero que as pessoas não fiquem chocadas com uma coisa que faz parte do cotidiano. É todo mundo muito podado desde pequeno. Mas toda mulher fala sobre sexo”, garante a intérprete de Lia.

Mas não é só sexo que a série aborda. Aproveitando a grande vertente musical das quatro protagonistas – que fizeram carreira em musicais no teatro –, Miguel Falabella tratou de dar um espaço para que as atrizes pudessem mostrar esse lado. Ao fim de cada episódio, as amigas, que não são cantoras no seriado, se materializam em sonho como As Marvelettes, banda de cantoras negras de muito sucesso na década de 60.

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