Pelas beiradas

Orgulhosa de seu trabalho, Roberta Valente vê sua personagem crescer em “Vitória”, folhetim de Cristianne Fridman

iG Minas Gerais | anna bittencourt |

No ar. Convite para a garçonete em “Vitória” surgiu quando a trama já estava em andamento
Jorge Rodrigues Jorge/CZN
No ar. Convite para a garçonete em “Vitória” surgiu quando a trama já estava em andamento

Roberta Valente é carioca, mas poderia tranquilamente ser mineira. Com um jeito discreto e reservado, a atriz vai conquistando um espaço na Record. Apesar de já ter passagem na emissora, em produções como “Os Mutantes” e “Promessas de Amor”, a intérprete de Ciça chegou em “Vitória” de mansinho. Atrás de outro personagem feminino para o Laíza’s Bar, a produtora de elenco Mônica Teixeira e a autora Cristianne Fridman convidaram Roberta para interpretar a garçonete. Por isso, quando começou a gravar, o folhetim já estava no ar. “A única coisa que eu sabia era que era uma personagem muito pequena”, relembra. Sem se importar com o tamanho ou repercussão dentro da trama, ela aceitou e se empenhou ao máximo para dar vida ao papel. “É muito louco entrar em uma personagem que você não sabe onde vai dar. Mas sabia que dependia de mim o crescimento dela na trama e agora já recebi indicações de que Ciça vai aparecer mais”, adianta, orgulhosa.

Como as gravações já estavam avançadas quando integrou o elenco de “Vitória”, Roberta teve pouco tempo para se preparar. Antes de mergulhar na personagem, ela procurou entender a novela. “Vi os capítulos que já tinham ido ao ar e peguei desde o primeiro roteiro para ler”, revela. Logo depois, foi atrás de construir a garçonete. Munida dos capítulos e depois de pesquisas de críticas na internet, encontrou o tom certo. “Acho que é uma novela mais melodramática. Por isso, carreguei um pouco nas tintas”, detalha.

Desde que estreou no folhetins, em “Duas Caras”, exibida pela Globo em 2007, Roberta tenta se acostumar com o ritmo alucinante das produções televisivas. “Me assusta por dois motivos: pela organização e pela solidão. É você com você mesma. Você recebe o texto e tem de se virar”, justifica.

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