Dilma: subida e descida do dólar se deve a especulação

Candidata acredita que ações da Petrobras "terão necessariamente uma tendência de alta"

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, disse, em coletiva de imprensa, após discursar em encontro com militantes e representantes de grupos negros, que o comportamento recente do dólar é resultado mais de especulações financeiras do que de pesquisas eleitorais. "Esse negócio de ficar usando pesquisas eleitorais, avaliações eleitorais para descer ou subir dólar tem a ver mais com especulação e não propriamente uma rejeição a A, B ou C. É muito mais fácil justificar subidas e descidas botando a culpa em outro e não no mecanismo de especulação característico do mercado financeiro", declarou.

Na sequencia, ela comentou que acredita que as ações da Petrobras "terão necessariamente uma tendência de alta". "Tem muito mais a ver com o fato de que, vai estar claro para o mundo inteiro, e quando eu falo o mundo inteiro, que os analistas de petróleo são pessoas extremamente precisas", declarou. Para ela, os especialistas só vão avaliar a quantidade de petróleo que está sendo produzida no pré-sal. "(Essa quantidade) Está batendo recorde, mais de 540 mil barris em média. E eles (analistas) sabem que levamos 31 anos para tirar 500 mil barris e levamos agora só oito anos para tirar 540 mil", explicou.

Além disso, Dilma citou que os analistas de petróleo "sabem fazer conta". "Porque quando nós passamos os quatro blocos para a Petrobras explorar eram algo como 60% ou 70% de tudo o que ela tinha de reserva, porque a lei de partilha permite isso", declarou. A presidente fez questão de "explicar" a diferença entre a lei de concessão e a lei de partilha. "Na lei de concessão, você não sabe onde tá o petróleo, gasta muito dinheiro e o risco de não achar petróleo é muito grande. Aí decidimos que quem encontrar petróleo, fica com ele. A outra lei de partilha, foi feita, porque sabemos onde, qual e a qualidade do petróleo. O risco é menor", disse. "No pré-sal, geralmente 75% fica com governo federal, Estados e municípios. E 25% para as empresas que exploram", completou.

Dilma ressaltou que as empresas concordam e vão concordar com essas regras. "Ah, mas podem falar para vocês que elas não vão querer. Vocês podem responder: Vão sim, porque quiseram e porque pagaram R$ 10 bilhões. Aonde? Campo de libra", citando que o leilão onde participaram a Shell, Total e duas chinesas.

AGÊNCIA ESTADO

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