Menina de 2 anos é mordida por coleguinha em escola de Valadares

Pai se revoltou com o caso e resolveu tirar filha da instituição; escola lamentou a situação e disse que, caso constate negligência, professoras e monitoras serão punidas

iG Minas Gerais | CAROLINA CAETANO |

Criança ficou com marcas no braço
Arquivo pessoal
Criança ficou com marcas no braço

Uma menina de 2 anos foi mordida por uma coleguinha de escola, na última quinta-feira (11), em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. O pai da criança acionou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência. A instituição afirma que o caso está sendo apurado.

De acordo com o administrador Thyago Alúzio Pereira, de 24 anos, a filha está na escola, localizado no centro da cidade, há quatro meses e, na versão do homem, ela já teria sido agredida por uma outra aluna.

“Com dois meses na escola, ela levou um beliscão de uma outra aluna. Procurei a direção e me disseram que isso não ia acontecer mais. Porém, nessa quinta, minha filha chegou com o braço todo mordido”, contou o pai.

O homem foi até a unidade de ensino e cobrou explicações, mas as professoras teriam dito que não sabiam como as agressões tinham acontecido. Ao pedir para verificar as imagens das câmeras de segurança para tentar identificar a criança que havia mordido a aluna, Pereira foi impedido.

“Como a minha filha está sob a responsabilidade da escola e as professoras não sabem o que aconteceu? A culpa não é da menina que mordeu e, sim, da instituição, que não tomou conta direito”, disse Pereira.

Após o episódio, o administrador quer tirar a menor da unidade de ensino. “Pagava R$ 415 para ela estudar no maternal e não ter nenhum tipo de segurança. Isso é inadmissível. Já estou procurando outra escolinha”, desabafou.

Procurada pela reportagem de O TEMPO, a responsável pela instituição, Kelly Magalhães lamentou a situação e disse que o caso está sendo apurado.

“Vamos ver o que aconteceu. A aluna que mordeu tem menos de 2 anos e, nessa fase,  as crianças têm o hábito de morder”, explicou Kelly.

Segundo ela, as imagens não foram mostradas porque o pai estava muito alterado. “Ele tem toda razão de procurar seus direitos, uma vez que o caso aconteceu com o bem mais precioso dele, que é a filha. Porém, o pai não respeitou os funcionários da escola e fez um espetáculo”, explicou a mulher.

Kelly afirmou que, em 18 anos de funcionamento, esse foi um caso isolado. “Somos justos. Se e, se houve alguma negligência por parte das professoras ou monitoras, vamos tomar as medidas necessárias”, finalizou.

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