Primeiro Ato recebe duas antigas alunas em espetáculos solo

Bailarinas Morena Nascimento e Luíza Braz retornam para mostrar suas criações artísticas

iG Minas Gerais | gustavo rocha |


Morena Nascimentobailarina foi estudar no centro de Pina Bausch
Vitor Vieira / Divulgacao
Morena Nascimentobailarina foi estudar no centro de Pina Bausch

Na cultura oriental a figura do mestre é cultivada como referência de conhecimento, serenidade e apuro da técnica. O pupilo se espelha nele até que é chegado o dia em que ele supera o mestre porque atinge seu apogeu. Nesse fim de semana, no projeto Tecendo Encontros, Suely Machado e o grupo Primeiro Ato reencontram duas de suas crias para uma troca artística, em que a mestra trocará de lugar com as duas ex-alunas e bailarinas: Morena Nascimento e Luiza Braz.

“As duas estudaram aqui conosco na escola (desde 2011, o Primeiro Ato oferece oficinas de dança em seu espaço em Casa Branca, Nova Lima), passaram pela formação artística, integraram o nosso grupo profissional e partiram para viver outras experiências”, comenta Suely. “É muito bom recebê-las agora nessa condição, de igual para igual”, completa.

Ambas passaram pela Escola alemã Wuppertal Tanztheater, da aclamada Pina Bausch, expoente máxima da dança contemporânea e dança-teatro.

Morena oferece uma oficina para bailarinos da qual “até eu vou participar”, exclama Suely. Além disso, ela apresenta seu espetáculo “Rêverie”, inspirado na fotógrafa alemã Grete Stein e Luíza, “Éter”, inspirada em Hermann Hesse. “A Morena já amadureceu, foi para a Alemanha e voltou para São Paulo, onde precisou se estabelecer. Então, ela está numa fase mais calma. Já a Luíza é mais nova e está naquele jorro criativo de dizer muitas coisas”, pontua.

Em ambos trabalhos, Suely enxerga um forte desejo das bailarinas se expressarem. “Pode não parecer, mas a escola de Bausch é muito rígida. Essas meninas estavam loucas para ter liberdade para criar”, comenta Suely.

Ela vê com ótimos olhos, a volta das alunas. “Uma das coisas mais preciosas e raras é essa gratidão que elas expressam. Além disso, nós não somos um grupo, somos um coletivo, que tem regras, uma marca forte de minha direção, mas sempre estimulamos e pensamos que cada um deve construir e cuidar de sua própria vida, de sua carreira, de suas melhores características enquanto artista. E essas meninas aprenderam isso muito bem”, finaliza Suely.

Agenda

O quê. “Rêverie” e “Éter”.

Quando. Hoje, às 20h; amanhã, às 17h.

Onde. Espaço de Acervo e Criação Compartilhada (rua Búfalo, 261, Jardim Canadá, Nova Lima)

Quanto. R$ 20 e R$ 10 (meia-entrada)

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