Pulseiras de elástico podem conter substância cancerígena nos acessórios

Associação pede que órgãos fiscalizem e recolham produtos do mercado

iG Minas Gerais |

Moda. Pulseiras com elásticos coloridos viraram moda entre crianças e adolescentes
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Moda. Pulseiras com elásticos coloridos viraram moda entre crianças e adolescentes

Rio de Janeiro. A Associação de Consumidores (Proteste) enviou nesta semana um ofício ao Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pedindo que os órgãos fiscalizem e recolham do mercado os acessórios e elásticos usados para fazer as pulseiras e anéis conhecidos como “loom band charms”.

As pulseiras, feitas de pequenos elásticos coloridos trançados e acessórios de borracha pendurados, viraram moda entre crianças e adolescentes. No Brasil, em lojas e até em bancas de jornais, são vendidos pacotes com elásticos, fechos e um gancho que ajuda a tecer as pulseiras. Em alguns estabelecimentos, o kit é completo, incluindo também uma espécie de tear para produzir as pulseiras. Os pingentes ainda não são comuns no país, mas não significam que não tenham entrado materiais importados.

Segundo o site do jornal “O Globo”, a associação cita uma reportagem da rede britânica BBC, que mostrou testes do Birmingham Assay Office revelando haver 40% de ftalato nos acessórios, sendo que o máximo permitido pela União Europeia é de 0,1%. A substância, usada para dar mais maleabilidade ao material, pode ser cancerígena, se em contato com a boca. No entanto, os técnicos dizem ser improvável que o elástico contenha a substância em quantidade perigosa.

O Inmetro informou que todo produto lúdico que se destina a crianças de até 14 anos é considerado brinquedo e, por isso, para ser comercializado no Brasil, deve apresentar o Selo de Identificação da Conformidade do Inmetro.

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