Gastronomia tropical

iG Minas Gerais | Renato Quintino |

Prato do chef mineiro Renato Quintino, inspirado nos sabores do Nordeste
Renato Quintino/divulgação
Prato do chef mineiro Renato Quintino, inspirado nos sabores do Nordeste

O próprio nome Alagoas já refresca a forte sensação de calor tropical do Estado, ao citar as muitas lagoas costeiras e praias que são verdadeiras piscinas naturais. A partir de Maceió, abundam coqueirais, canais e manguezais em estonteantes paisagens tropicais, como em Massagueira, por exemplo, a 15 km da capital.

Dica de alagoano é visitar as piscinas naturais de Pajuçara e de Maragogi, beber cerveja no calçadão de Ponta Verde, conhecer de Barra de São Miguel até a praia do Gunga, assim como as praias do litoral norte depois de Sonho Verde, evitar a praia do Francês no fim de semana, comprar bordados, como o redendê e o ponto de cruz, e frequentar os inúmeros bares, que servem, por toda a parte, comida tão tropical e refrescante quanto o clima pede.

Nas praias, começando o dia, beba água de coco (mais barata que a mineral), coquetel de abacaxi (servido na fruta), batidas de frutas e caldo de cana, seguidos de peixes, crustáceos, mariscos, moluscos, lagostas, camarões, fritada de siri, sururu, maçunim e as peixadas, acompanhadas de pirão, com leite de coco e molho de pimenta. A buchada de bode com pirão é pedida praticamente só pelos europeus, os brasileiros das regiões sul e do sudeste têm preconceito.

Boleira

A exuberância tropical de Maceió é perceptível nas versões de seus sucos, sorvetes e doces, todos à base de frutas como manga, jaca, mangaba, abacaxi, banana, pitanga, sapoti, pinha, graviola, caju, cajá, acerola, carambola, araçá e pitomba.

Se na Bahia temos o famoso “tabuleiro da baiana”, lá a tradição é o “tabuleiro da boleira”, com fartura de tapioca, cuscuz de milho, massa puba, arroz doce, batata-doce, inhame e macaxeira com carne de sol, beiju, grude de goma, pé de moleque, munguzá, canjica, pamonha e rapadura à vontade.

A cena gastronômica de Maceió é animada, com muitos bares de praia e restaurantes em vários estilos. O Lopana, em Ponta Verde, é o icônico bar de praia da orla, sucesso pelas comidas e pela música ao vivo; o Maria Antonieta, em Jatiúca, destaca-se pela cozinha italiana, enquanto a doceria Tantan faz sucesso há 25 anos com pedaços generosos de tortas e seu famoso camarão à catupiry, e o Wanchako é referência em todo o Brasil como cozinha peruana.

Como dizem os alagoanos: “o turista que se achegue e prove”.

Se na Bahia temos o famoso “tabuleiro da baiana”, lá (em Alagoas) a tradição é o “tabuleiro da boleira”

Receita

FRUTOS DO MAR COM GARAPA, ABACAXI, COCO, LIMÃO E CROCANTE DE TAPIOCA

Preparo: Bata no liquidificador 500 ml de garapa (caldo de cana do dia e conservado na geladeira) com 1/4 de abacaxi maduro cortado em tiras. Leve a uma panela e aqueça até reduzir pela metade. Tempere com uma pitada de sal e pimenta-do-reino. Faça raspas das cascas de 2 limões na hora do preparo e reserve. Cozinhe 200 g de tentáculos de polvo e 200 g de lulas em água fervendo por cerca de 45 minutos. Escorra, tempere com sal e pimenta-do-reino e reserve. Tempere 500 g de camarões com sal e pimenta-do-reino. Em uma frigideira grande, aqueça 2 colheres (sopa) de azeite de oliva extravirgem e doure os camarões dos dois lados. Acrescente a lula e o polvo e doure um pouco mais. Em uma frigideira antiaderente quente, coloque 2 colheres (sopa) de goma de tapioca por vez e faça 4 panquecas finas. Vire do outro lado, retire do fogo e corte-as ao meio.

Sirva: Em pratos individuais, coloque os frutos do mar e sobre eles o molho de garapa e abacaxi. Decore com as raspas de limão, 2 colheres (sopa) de coco ralado, coentro picado e sirva com o crocante de tapioca.

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