'Dilma, não vou te combater com suas armas', afirma Marina

Candidata citou o princípio cristão de "oferecer a outra face" diante de ataques e fez referências ao seu passado no PT, partido do qual se desfiliou em 2009, ao lamentar a estratégia da campanha petista

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

'Dilma, não vou te combater com suas armas', afirma Marina
Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr
'Dilma, não vou te combater com suas armas', afirma Marina

Num discurso duro e repleto de referências diretas a rivais, a candidata à Presidência Marina Silva (PSB) afirmou na noite desta sexta-feira (12), em Fortaleza, ser vítima de "injustiças" e "mentiras" na campanha.

"Dilma, você fique ciente, não vou te combater com as suas armas, vou te combater com a nossa verdade, com o nosso respeito e com as nossas propostas", disse a ex-senadora, no ato numa praça do centro da cidade.

Marina citou o princípio cristão de "oferecer a outra face" diante de ataques e fez referências ao seu passado no PT, partido do qual se desfiliou em 2009, ao lamentar a estratégia da campanha petista.

"Defendi Lula de todas as mentiras que disseram contra ele, e hoje eles repetem contra mim com o mesmo punhal enferrujado que foi usado no passado contra ele, eles me cravam nas costas", afirmou Marina.

"Todas as mentiras que foram ditas contra o Lula não são maiores do que o Lula", completou a candidata, que antes havia citado líderes históricos como Gandhi (1869-1948), Martin Luther King Jr. (1929-1968) e Nelson Mandela (1918-2013). "Pode ter certeza que todas as mentiras que estão sendo ditas contra mim não são maiores do que o povo brasileiro", disse. Como tem feito em eventos recentes, a ex-ministra do Meio Ambiente conclamou o público a rebater "mentiras" contra ela difundidas pela internet. "Não é para agredir a Dilma, não é para fazer o que ela está fazendo comigo. Não vou agredir e mentir contra uma mulher. Nós demoramos muito para ter a primeira mulher presidente da República."

Marina afirmou que manterá programas petistas como o Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida e o Mais Médicos. Citou propostas do programa do PSB, como a escola em tempo integral e o passe livre estudantil, e cobrou a divulgação dos programas dos rivais.

"Cadê o programa do Aécio? Cadê o programa da Dilma? Ela disse que não vai apresentar, sabe por quê? Porque ela não pode dizer o que eu estou dizendo, que vou escolher diretores da Petrobras com base em competência técnica, compromisso ético e princípio da boa gestão."

Protesto

Um grupo de cerca de 20 pessoas que se apresentavam como militantes da causa LGBT vaiou Marina ao começo do discurso, chamando-a de "homofóbica". Algumas dessas pessoas traziam nas roupas adesivos da campanha de Dilma.

Uma delas, que se identificou como Érica Carvalho, 27, afirmou ser filiada a um partido que apoia Dilma, mas não quis revelar a sigla e negou que a ação tenha tido cunho partidário. "Não se pode misturar as coisas, não estou aqui como participante de partido politico, mas, sim, como movimento LGBT."

Houve um princípio de confusão entre apoiadores de Marina e o grupo que protestava. Após as vaias, Marina fez referência à democracia e ao direito de manifestação.

Durante o discurso e em entrevista antes do ato, disse que o programa do PSB é o mais favorável á causa LGBT. "Nosso programa é o que tem as melhores propostas para o movimento LGBT. Façam um quadro comparativo entre propostas do Aécio, da Dilma e o da Luciana Genro [PSOL], que agora, depois que cobramos, mudou o programa dela porque eram apenas algumas frases genéricas", disse Marina.

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