Recém-nascida colocada em telhado ficará com a avó materna

A mãe da criança não sabia que estava grávida e, após dar a luz no banheiro de casa, colocou a menina no telhado; bebê continua internado no hospital

iG Minas Gerais | JULIANA BAETA |

Bebê foi encaminhado para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio, onde segue internado na UTI
Reprodução / Google Street View
Bebê foi encaminhado para o Hospital das Clínicas Samuel Libânio, onde segue internado na UTI

A Justiça decidiu acatar o pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o bebê que foi colocado pela mãe no telhado de um prédio logo após nascer em Pouso Alegre, no Sul de Minas, ficará com a avó materna, pelo menos, provisoriamente. A informação foi confirmada pelo órgão nesta sexta-feira (12).

Segundo o MPMG, o pedido foi divido em duas ações, sendo uma na Promotoria Criminal, e outra na Infância em Juventude; este último, acatado pelo juiz que concedeu a guarda provisória a avó materna da criança.

A mãe do bebê, de 22 anos, chegou a ser presa pelo ocorrido mas foi solta sem a necessidade de fiança dois dias depois. O advogado dela, Valdomiro Vieira, disse que a ação da mulher foi motivada por um surto psicótico momentâneo. “Ela só se lembra que entrou para tomar banho e sentiu uma cólica muito forte. Ela e a família não sabiam da gravidez, inclusive, não houve atraso na menstruação”, contou.

A criança saiu da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no hospital na última quarta-feira (10) e foi transferida para o berçário da instituição, já que ainda faz uso de medicamentos antibióticos. Ainda não há previsão de quando ela receberá alta do hospital.

Entenda

O bebê foi encontrado por volta de 18h50 da primeira terça-feira (2) deste mês, após uma jovem de 19 anos escutar o choro da criança vindo do telhado do prédio em que mora, na avenida Alfredo Custódio de Paula, no bairro Medicina.

A polícia foi acionada e após uma vistoria no local, a menina foi encontrada, sem roupa e ainda com a placenta, no telhado de ligação entre duas alas do prédio. A criança foi encaminhada para o Hospital Samuel Libânio, no centro do município, onde segue internada.

Segundo a Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí, mantenedora do hospital, inicialmente, pensou-se que a criança tivesse nascido prematura, mas os médicos constataram que ela nasceu de nove meses de gestação, com 2,450 kg e em um parto normal.

A criança continuou internada na unidade porque como não houve pré-natal, ela precisava ser observada e passar por uma série de exames. O bebê também precisou de transfusão de sangue, já que estava anêmico.

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