Ipês tomam conta das paisagens de Belo Horizonte

Em setembro, lugares como a praça da Liberdade, avenidas Brasil e Amazonas, e no entorno do Mineirão, ficam cheios dessas belas árvores; o mesmo pode ser visto nas ruas do bairro Bandeirantes, na região da Pampulha

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Cidades - Belo Horizonte, Mg. Ipe Amarelo. Ipes florecem em Belo Horizonte e atraem a atencao dos transeuntes. Na foto: Ipe Amarelo na Av. Abilio Machado. Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 9.9.14
LEO FONTES / O TEMPO
Cidades - Belo Horizonte, Mg. Ipe Amarelo. Ipes florecem em Belo Horizonte e atraem a atencao dos transeuntes. Na foto: Ipe Amarelo na Av. Abilio Machado. Fotos: Leo Fontes / O Tempo - 9.9.14

Tem rosado, roxo, branco e amarelo, que é considerado símbolo nacional. Setembro é a época dos delicados ipês. Contrariando a natureza, suas flores desabrocham em dias mais secos, durante o inverno, e dão um toque de romantismo às ruas da capital mineira. Mas esse enfeite dura pouco pouco. As flores dos ipês costumam cair após 20 dias do início de sua floração.

Com o nome de origem tupi, o ipê (árvore cascuda) é comum às regiões de mata-atlântica e cerrado. A espécie pode chegar até 16 m de altura, mais alta que os postes de iluminação, que têm cerca de 10 m. Cerca de mil mudas são produzidas por ano pela Fundação Zoo-Botânica da capital. “Ela é muito bom para a arborização da cidade, pois tem um crescimento considerado rápido e não prejudica a fiação. Além de ter um apelo paisagístico muito interessante”, afirma engenheiro agrônomo da fundação, Sérgio André.

A árvore é encontrada em todo o território brasileiro. Cada espécie, entretanto, predomina em épocas diferentes do ano, mas sempre em uma janela de junho a outubro. As flores brancas, por exemplo, aparecem em julho, enquanto as rosas e amarelas são mais comuns em agosto e setembro. Porém, essas características não são mais tão fixas. “Com as mudanças no clima, temos relatado floração fora de sincronia. A baixa nas chuvas, que leva a menor reserva de água do ipê durante o ano, afeta o ciclo da árvore”, esclarece Sérgio.

Em setembro, lugares como a praça da Liberdade, avenidas Brasil e Amazonas, e no entorno do Mineirão, na região da Pampulha, ficam cheios dessas belas árvores. O mesmo pode ser visto nas ruas do bairro Bandeirantes, também na região da Pampulha.

Moradora da Pampulha, a designer de interiores Izabelle Souza Oliveira, 21, se considera privilegiada por poder ver tantas árvores de ipê na rua de sua casa. “São as minhas árvores preferidas, pena que ficam tão pouco tempo. A vontade que tenho é de plantar mudas em vários lugares. Realmente, sou muito encanta por elas”, diz.

Esse desejo de tornar a cidade mais arborizada pelos ipês é compartilhado por outras pessoas, segundo Sérgio André. Mas somente a prefeitura está autorizada a fazer plantio e remoção. “O cidadão pode ter essas árvores plantadas perto de casa, desde que solicitem, e não plantem por conta própria”, afirma. Sem seguir as devidas orientações, os ipês podem se transformar em vilões. “Assim vamos receber pedidos de remoção, porque a árvore está atrapalhando a calçada ou trazendo outros transtornos”, exemplifica.

Épocas do ano em que cada tipo de ipê floresce:

Ipê-amarelo da mata (Handroanthus serratifolius): agosto a novembro Ipê-branco (Handroanthus roseo-albus): julho e setembro Ipê-roxo-de-bola (Handroanthus impetiginosus): julho e agosto Ipê-roxo (Handroanthus avellanedae): agosto e setembro Ipê-roxo-sete-folhas (Handroanthus heptaphyllus): junho a setembro Ipê-tabaco do cerrado (Handroantus chrysotrichus): julho e agosto

Veja algumas imagens dessas belas plantas que podem ser desfrutadas por toda parte da cidade.

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