Comandante de UPP estava sem colete quando foi morto no Alemão, diz PM

Segundo a coordenação das UPPs, PMs disseram que foi opção de Silva sair às pressas sem colete para auxiliar uma equipe que pediu reforço

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O capitão Uanderson Manoel da Silva, de 34 anos, comandante da UPP Nova Brasília, no Complexo do Alemão, zona norte do Rio, estava sem colete à prova de balas quando foi morto com um tiro no peito no final da tarde desta quinta (11) na região.

Segundo a coordenação das UPPs, PMs disseram que foi opção de Silva sair às pressas sem colete para auxiliar uma equipe que pediu reforço. O capitão foi baleado em troca de tiros numa localidade conhecida como largo do Vivi, no Alemão. Ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no centro, mas não resistiu ao ferimento. Os criminosos conseguiram fugir.

Na madrugada desta sexta (12), um homem identificado como Cassiano da Silva Harris, 20, foi preso sob suspeita de lançar um artefato explosivo contra o carro da polícia na Vila Cruzeiro, minutos antes de Uanderson Silva ser assassinado no Alemão. Segundo a PM, no entanto, Harris não teria ligação com a morte do policial. A favela Vila Cruzeiro, na Penha, é vizinha à Nova Brasília, no Alemão.

Ainda de acordo com a PM, Harris é suspeito de ser um dos braços armados do tráfico de drogas na favela. A Polícia Civil entrou com um pedido de prisão preventiva do suspeito, que foi aceito no plantão judiciário.

A morte de Silva está sendo investigada por policiais da Divisão de Homicídios do Rio. A segurança segue reforçada no complexo de favelas desde a noite da última quinta-feira (11) com PMs de UPPs e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). O corpo do capitão será velado na capela A do mausoléu da PM, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste, e deve ser enterrado às 16h.

14 mortos em UPP's

O conjunto de favelas é formado por quatro UPPs (Nova Brasília, Adeus/Baiana, Alemão e Fazendinha). Desde o início do ano, os tiroteios e ataques de criminosos contra policiais militares se intensificaram na região. Com a morte de Silva, sobe para 14 o número de PMs mortos em áreas com UPPs em cinco anos – a maioria nos Complexos do Alemão (6) e da Penha (4).

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