Instituto Mário Penna já realizou 35 transplantes de medula óssea

O tipo realizado na instituição é o transplante autólogo, onde o próprio transplantado é seu próprio doador

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Uma vítima teve intestino perfurado e morreu e outra tinha diabetes
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Uma vítima teve intestino perfurado e morreu e outra tinha diabetes

No período de um ano, completos neste mês de setembro desde o seu inicio em setembro passado, o Instituto Mário Penna (IMP) já realizou 35 transplantes autólogos de medula óssea - aquele em que o transplantado é seu próprio doador. A taxa de sucesso dos procedimentos foi de 97%.

Em 2013, no Brasil, foram realizados 1.813 transplantes de medula óssea, dos quais 1.144 foram autólogos, o tipo realizado no IMP, onde o procedimento pode ser feito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), existem 70 centros cadastrados para realizar o transplante de medula óssea no Brasil e 26 para transplantes com doadores não-aparentados. Em Belo Horizonte, além do Instituto Mário Penna, realizam também o transplante de medula óssea o Hospital das Clínicas, Socor, Santa Casa e em breve, o Felício Rocho.

O que é o transplante alogênico

O transplante de medula óssea é parte importante no tratamento de vários tipos de câncer, principalmente os hematológicos como leucemias, linfomas e mieloma múltiplo. No transplante alogênico, são retiradas células do paciente por meio de um processo chamado aférese, parecido com uma hemodiálise, que consiste na filtragem do sangue por uma máquina própria que separa as células tronco hematopoiéticas das outras células sanguíneas.

As células-tronco são coletadas e criopreservadas, enquanto as demais são devolvidas para o paciente. Após retirar um número adequado de células tronco, ele recebe quimioterapia intensiva, para “matar” a medula óssea que apresenta a doença, e recebe as células que haviam sido coletadas e criopreservadas. A partir daí, as células tronco se dirigem para a medula óssea, se multiplicam e começam a produzir as demais células sanguíneas novamente.

Instituto Mário Penna

O Instituto Mário Penna (IMP) é composto pelos Hospitais Mário Penna e Luxemburgo, a Casa de Apoio Beatriz Ferraz e o Centro de Pesquisas Mário Penna. É classificado pelo Ministério da Saúde como Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON), atua em 427 municípios mineiros e é referência nacional em pesquisa, ensino, prevenção e tratamento do câncer.

O IMP prioriza o atendimento via SUS e responde por cerca de 70% dos novos casos de câncer em pacientes da região metropolitana de Belo Horizonte e 20% do total de casos em todo o estado de Minas Gerais. 

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