Mulheres aderem ao desafio da abelha e se exibem na web

Advogado alerta que imagens podem ir parar em sites de prostituição

iG Minas Gerais | Andréa Juste |

Na rede. Fotos de dezenas de mulheres com os olhos vedados pelo sutiã circulam no WhatsApp
Arquivo pessoal
Na rede. Fotos de dezenas de mulheres com os olhos vedados pelo sutiã circulam no WhatsApp

Depois da repercussão mundial do desafio do balde de gelo e do desafio sem maquiagem, a “causa” que agora ganha força entre os brasileiros é a de mulheres que postam fotos com sutiãs nos olhos e os seios à mostra.  

Pode não passar de uma brincadeira como jogar um balde de gelo na cabeça em nome de uma campanha ou postar uma foto sem maquiagem para defender a “beleza de cara limpa”. Mas a nova onda que está repercutindo pelo WhatsApp, o desafio da abelha virou mais um exemplo de exibicionismo exagerado do brasileiro na internet, opina o especialista em direito digital Alexandre Atheniense.

Apresentadas não somente no aplicativo de mensagens, as fotos de dezenas de mulheres – às vezes de homens – em poses sensuais, com os olhos vedados pelo sutiã na esperança de ocultar a identidade, também circulam por páginas no Facebook e em um Tumblr.

Neste último, a descrição da ideia de seu criador – ou criadora – se resume em “um desafio para esfregar os peitos na cara dos moralistas”. O responsável pela página pede que usuárias enviem suas fotos para que sejam postadas, garantindo que a identidade será preservada.

Segundo Atheniense, a pessoa que posta fotos estando nua na web está abrindo direito sobre sua imagem. Entretanto, ele alerta que “a internet não é escrita a lápis”. “Essa informação (foto) pode ser usada para inúmeros fins diferentes. O que era uma brincadeira pode aparecer em um site de garotas de programa”, exemplifica.

Além disso, o especialista comenta que as regras de conduta do próprio Facebook são contra a exposição de seios. “O Facebook tem várias pessoas que fazem esse tipo de monitoramento, mas nem sempre é suficiente”, afirma.

Indenização. Após o compartilhamentos das fotos, começaram a surgir relatos de mulheres que tiveram a identidade falsamente associada às imagens. Nesse caso, a recomendação é que as vítimas procurem um advogado. “A pena para difamação é de detenção de três meses a um ano e multa (para quem repassar imagens falsas). Na área cível, poderá haver indenização (à vítima)”.

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