Marina é a 1ª candidata a presidente a visitar Betim

Presidenciável, em rápida passagem pela cidade, reuniu 220 militantes

iG Minas Gerais | Lisley Alvarenga |

União.
 
Marina agradeceu o apoio da população e pediu voto para Tarcísio Delgado, candidato ao governo, e Margarida Vieira, ao Senado
FOTO: JOAO LEUS / OTEMPO
União. Marina agradeceu o apoio da população e pediu voto para Tarcísio Delgado, candidato ao governo, e Margarida Vieira, ao Senado

Faltando menos de um mês para as eleições de 2014, que ocorrerão no dia 5 de outubro, Betim recebeu, pela primeira vez, a visita de um presidenciável. Marina Silva, candidata a presidente pelo PSB no lugar de Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo no dia 13 de agosto, em Santos, no litoral de São Paulo, realizou, no início da tarde da última terça-feira (9), um ato político na praça Tiradentes, no centro da cidade.

Cercada por mais de 200 militantes, correligionários e cabos eleitorais de políticos locais, a ex-senadora, que chegou de van ao local com quase uma hora de atraso, discursou por alguns minutos no chão e de maneira improvisada, ao lado do seu vice, Beto Albuquerque, e dos candidatos pelo PSB ao governo de Minas Gerais, Tarcísio Delgado, e ao Senado, Margarida Vieira. Os candidatos ficaram na cidade por cerca de 30 minutos.

O ato político contou ainda com a presença de Ricardo Lobato, candidato betinense a deputado federal representante da Rede, mas filiado ao PSB; e Welinton Santos de Abreu, o Sapão, socialista que busca uma vaga na Câmara dos Deputados por Betim.

Em seu discurso, Marina pediu o voto dos betinenses aos seus candidatos e fez questão de agradecer a presença dos betinenses. “A população de Betim se mobilizou e veio aqui (praça Tiradentes) espontaneamente em apoio a minha candidatura”, afirmou ela.

Contudo, em sua fala, Marina não apresentou propostas específicas para Betim ou que atendam aos anseios dos mais de 2,5 milhões que vivem na região metropolitana. Se limitou a atacar sua adversária, Dilma Rousseff (PT).

“A presidente Dilma disse que ia ganhar o governo para fazer 6.000 creches, das quais fez apenas 400. Tem 700 em construção, que não sabemos nem quando vai entregar. Depois de quatro anos, dariam 1.100 creches, e, agora, ela quer mais quatro anos para fazer, no máximo, essas 700 creches”. Marina rebateu ainda os ataques da campanha da candidata petista, quem começou a afirmar na TV que a ex-ministra dará “mais poder aos bancos” caso seja eleita. “Ela (Dilma) disse que ia ganhar para baixar os juros. Nunca os banqueiros ganharam tanto no seu governo. E, agora, eles que fizeram o ‘bolsa empresário’, o ‘bolsa banqueiro’, o ‘bolsa juros altos’ estão querendo nos acusar de forma injusta em propagandas eleitorais”, discursou a candidata.

Antes de a presidenciável retornar para Belo Horizonte, onde se reuniu com candidatos e lideranças no comitê de Tarcísio Delgado (PSB), na Savassi, a reportagem chegou a questioná-la sobre suas propostas para combater a criminalidade em Betim e nos demais municípios da região metropolitana. A candidata se limitou a dizer que “o programa é de aumentar os recursos para a segurança pública e trabalhar em parceria com os Estados para combater o tráfico de armas e de drogas”, disse.

Adversários

A assessoria de imprensa do candidato Aécio Neves (PSDB) informou que ainda há previsão na agenda do tucano de ele visitar Betim. Já a assessoria de Dilma afirmou que ainda não sabe se a petista virá à cidade antes das eleições.

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