Pai de Joaquim diz que filho era 'saco de lixo' para mãe e padrasto

A afirmação foi feita por Paes por volta das 15h desta quinta-feira (11), logo após ele prestar depoimento à Justiça no Fórum de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo)

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Reprodução/Arquivo pessoal
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O pai do menino Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, Artur Paes, disse que para a mãe e o padrasto do menino, seu filho "não era uma criança, era um saco de lixo que estava ali atrapalhando o relacionamento".

A afirmação foi feita por Paes por volta das 15h desta quinta-feira (11), logo após ele prestar depoimento à Justiça no Fórum de Ribeirão Preto (a 313 km de São Paulo).

Ele foi o primeiro ouvido pela juíza Isabel Cristina Alonso dos Santos Bezerra nesta fase do caso. Entre esta quinta e sexta-feira (12), a juíza deverá ouvir os depoimentos de 23 testemunhas. O depoimento de Paes durou cerca de uma hora. A mãe de Joaquim, Natália Mingoni Ponte, e o padrasto, Guilherme Raymo Longo, estavam presentes. A imprensa não teve acesso à sala de depoimentos.

De acordo com a Promotoria, Longo matou a criança com uma superdose de insulina em novembro do ano passado e, depois, jogou o corpo no córrego Tanquinho, em Ribeirão Preto. Natália é suspeita de omissão, por expor seu filho à risco. Ambos negam o crime.

Segundo Paes, ele disse à juíza durante o depoimento que acredita que Natália teve participação na morte da criança.

Na opinião dele, ela teria ajudado Longo a aplicar uma superdose de insulina em Joaquim. "É impossível que alguém tenha feito isso sozinho. Era muito difícil aplicar insulina no meu filho", afirmou. Sobre a presença do casal durante o depoimento, Paes disse sentir indiferença. "Não olhei para a cara deles."

Longo chegou ao Fórum de Ribeirão por volta das 12h. Ele veio do presídio de Tremembé (a 138 km de São Paulo), onde está preso desde novembro. Natália, segundo seu advogado de defesa Nathan Castelo Branco, chegou às 10h.

Ela está em liberdade, morando em São Joaquim da Barra (a 423 km de São Paulo), na região de Ribeirão Preto. Ainda nesta quinta-feira, outras 16 testemunhas devem ser ouvidas, entre elas Karina Longo, irmã de Guilherme. No início das investigações, Karina disse, em depoimento à Polícia Civil, que o irmão era uma pessoa violenta. Os pais de Guilherme devem ser ouvidos na sexta-feira.

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