Dilma promove 'vale tudo' contra Marina, critica Aécio

O tucano classificou a estratégia petista como "absolutamente inaceitável" e disse que a presidente parte para o "vale tudo" para ganhar a eleição

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Aécio Neves em debate entre candidatos à Presidência, na Band
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Aécio Neves em debate entre candidatos à Presidência, na Band

Candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves criticou nesta quinta-feira (11) os ataques da campanha de Dilma Rousseff contra Marina Silva (PSB).

O tucano classificou a estratégia petista como "absolutamente inaceitável" e disse que Dilma parte para o "vale tudo" para ganhar a eleição.

"Acho absolutamente inaceitável o tipo de acusação que ela [Marina] recebe hoje da presidente Dilma. Não entro nesse campo. Entro no campo político", afirmou o senador mineiro.

Aécio fez menção à propaganda petista que sugeriu problemas de governabilidade numa eventual gestão Marina, associando a candidata a presidentes que enfrentaram turbulências políticas e não terminaram os mandatos, como Jânio Quadros (1961) e Fernando Collor (1990-1992).

"Estamos vendo ataques pessoais na televisão, tenho visto as propagandas na televisão comparando a Marina a outros ex-presidentes da República. Eu não faço esse tipo de ataque pessoal. Não entro no vale tudo para ganhar a eleição", afirmou.

A campanha de Dilma recrudesceu os ataques a Marina após o crescimento da candidata nas pesquisas --hoje PT e PSB dividem a liderança em intenções de voto. Numa peça divulgada nesta semana, uma família vê a comida desaparecer do prato num cenário em que Marina adota a independência do Banco Central.

O candidato do PSDB manteve a estratégia de apontar supostas incoerências na trajetória de Marina, comparando posicionamentos da candidata sobre temas como transgênicos e responsabilidade fiscal. "Apenas é muito importante que a candidata Marina passe maior credibilidade em relação àquilo que pensa", afirmou.

O tucano, que era o segundo na preferência do eleitorado no começo da corrida eleitoral, perdeu o posto após a morte de Eduardo Campos, no dia 13 de agosto, e a consequente mudança na chapa do PSB, com a então vice Marina assumindo a postulação presidencial. Segundo pesquisa Datafolha concluída nesta semana, o tucano tem 15% das intenções de voto, ante 33% de Marina e 36% de Dilma.

Aécio disse ver uma "estabilização do quadro" das intenções de voto, após a "mudança muito rápida" desde a morte de Campos. Afirmou acreditar na possibilidade de vitória e citou o exemplo da eleição de Antonio Anastasia (PSDB), seu afilhado político, ao governo de Minas em 2010, quando ele começou atrás nas pesquisas e terminou vencendo no primeiro turno.

Em Montes Claros, onde Dilma já esteve nesta campanha, o tucano se encontrou com militantes e prefeitos do norte mineiro. O tucano também percorreu ruas do centro e se encontrou com o arcebispo local. Depois seguiu para Belo Horizonte, onde participará de uma conversa com jovens ainda nesta quinta.

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