Bombeiros usam drone em buscas por operador de retroescavadeira

Um equipamento que escaneia a área e separa minério de material orgânico é aguardado para auxiliar as buscas por funcionário de mineradora

iG Minas Gerais | Fernanda Viegas |

Já Adílson segue desaparecido
Moisés Silva
Já Adílson segue desaparecido

Um drone, cedido pela Vale, está sendo utilizado pelo Corpo de Bombeiros nas buscas pelo operador de retroescavadeira Adilson Aparecido Batista, de 44 anos, que ficou soterrado com o rompimento de uma barragem da Herculano Mineração, na manhã dessa quarta-feira (10), junto com mais outros cinco funcionários da empresa.

De acordo com a corporação, o trabalho deles está sendo como procurar "uma agulha no palheiro". A Herculano Mineração irá disponibilizar um GPR, uma espécie de raio-X que escaneia a área e separa o que é minério do que é orgânico. Além disso, os 23 bombeiros que trabalham no local, contam com a ajuda de cães farejadores da raça labrador e do helicóptero Arcanjo.

Batista teria deixado o veículo e teria sido atingido pelos rejeitos já fora da retroescavadeira, o que dificulta ainda mais a localização dele. Parentes dele acompanham o trabalho, no local.

O acidente

Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por causa do rompimento de uma barragem, que estava desativada e onde era depositado o resto de lavagem do minério. Uma grande quantidade de rejeitos atingiu os operários e seus veículos - três caminhões, um Uno e duas retroescavadeiras. No momento do acidente, os funcionários faziam manutenção no local. Além dos quatro soterrados, dois operários conseguiram sair sem ferimentos.

Os mortos são o topógrafo Reinaldo da Costa Melo, 69, e o operário Cristiano Fernandes Silva, 32. Geraldo Moreira, 42, recebeu alto do Hospital João XXIII na tarde dessa quarta-feira (10). 

Leia tudo sobre: buscasdronebarragemoperador de retroescavadeira