Argentina dificulta acesso de empresas a dólares

Presidente Cristina Kirchner afirmou, em reunião, que "querem instalar uma cadeia de desânimo" e que o Brasil "registra uma queda anual da indústria de 3,6%" e que isso tem impacto para os argentinos

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

O Banco Central argentino determinou que os bancos e corretores que forem fazer compras de dólares maiores do que US$ 150 mil terão que avisar antecipadamente e aguardar uma autorização. O teto do montante livre para compras flutua: até o começo deste mês era entre US$ 200 mil e US$ 300 mil, segundo o órgão, e no ano passado, chegou a ser de US$ 100 mil.

A assessoria de imprensa do Banco Central explicou que essa medida não é uma norma, mas uma determinação da mesa de operações, e que o valor foi diminuído porque havia muitas empresas que estavam comprando US$ 299 mil.

Na semana passada o governo havia tomado outra decisão para restringir a compra de dólares: proibiu os que ganham menos de 8.800 pesos (R$ 2.344) de adquirir a moeda norte-americana. O limite mínimo anterior era de 7.200 (R$ 1.918). O país enfrenta um problema de falta de divisas. As reservas estão em pouco mais de US$ 28,4 bilhões.

Automotiva

Representantes do setor automotivo estão se encontrando com os titulares dos ministérios da Economia e da Indústria para resolver a questão da dificuldade de comprar peças e carros.

De acordo com o jornal "El Cronista", as empresas têm dívidas com suas matrizes que, somadas, ultrapassam US$ 2,5 bilhões e têm dificuldades para importar peças porque, para isso, precisam de dólares. A previsão é que haja uma queda de 30% das vendas no país nesse ano.

Em reunião com representantes da indústria, a presidente Cristina Kirchner afirmou que "querem instalar uma cadeia de desânimo" e afirmou que o Brasil "registra uma queda anual da indústria de 3,6%" e que isso tem impacto na Argentina.

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