Guga elogia Espanha, mas vê chance do Brasil na Davis

Ex-tenista acredita que equipe brasileira pode surpreender na quadra e confia no potencial de Thomaz Bellucci

iG Minas Gerais | AGÊNCIA ESTADO |

Alex de Jesus/ O Tempo
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Com a experiência de ter enfrentado a Espanha duas vezes na Copa Davis, Gustavo Kuerten admite o favoritismo dos espanhóis no confronto com o Brasil, neste fim de semana, em São Paulo, pelo torneio entre países do tênis masculino. Mas vê a equipe brasileira com boas chances de surpreender o desfalcado adversário.

Sem Rafael Nadal, número dois do mundo, e David Ferrer, quinto colocado do ranking, a Espanha será liderada por Roberto Bautista Agut (15º) e Pablo Andújar (44º) nos jogos de simples. "Corremos bem por fora nesse embate, a escola deles é muito forte. Eles trocam um pelo outro e não muda nada. Mesmo quando eu jogava, e estava bem, eles eram os favoritos", lembrou Guga.

Mesmo assim, Guga acredita que o Brasil tem potencial para surpreender os espanhóis. "Temos uma janela aberta por causa dos desfalques do Nadal e do Ferrer. Ainda assim vai ser uma questão de superação, vamos jogar com a torcida", avaliou o ex-tenista, referindo-se à vantagem de jogar em casa, no Ginásio do Ibirapuera.

Para ele, a equipe brasileira terá mais chances se Thomaz Bellucci, atual número 1 do País, estiver em um fim de semana inspirado. "O Thomaz tem condições de ganhar de qualquer jogador deles. Num dia bom, ele é muito perigoso e a Espanha sabe disso. Além disso, nossa dupla é supercompetitiva", avisou.

"Vamos ter que jogar 120, 130% e não necessariamente eles precisam jogar mal para vencermos", disse Guga, que evita jogar a pressão sobre os ombros dos tenistas brasileiros. "É injusto ficar cobrando o Thomaz, o [Guilherme] Clezar, o Rogério [Dutra Silva]. Eles já estão nos dando dez vezes mais do que receberam, se olharmos lá para trás. Esses caras sempre merecem o nosso aplauso. Se houver uma surpresa, vamos celebrar com eles."

Ao comentar o confronto, Guga relembrou os dois grandes duelos que teve com os espanhóis na Copa Davis, em 1998 e 1999. No primeiro, o catarinense, Fernando Meligeni e companhia foram derrotados por Carlos Moyá e Alex Corretja por 3 a 2, em casa. No ano seguinte, devolveram o triunfo como visitantes, pelo mesmo placar e contra os mesmos adversários. "Se não me engano, na época, pegamos Moyá, Corretja, Albert Costa, todos dentro do Top 10 do ranking", contou.

Rival e amigo desde aqueles tempos, Moyá está no Brasil nesta semana como capitão da equipe espanhola. Guga, no entanto, ainda não sabe se conseguirá rever o colega. "Ele é um cara sensacional. Ele me acompanhou durante quase todo o circuito. Somos parecidos na forma de enxergar a vida, a família. É um cara incrível", disse o catarinense, que está em São Paulo para lançar sua autobiografia.

Lembrando da amizade com Moyá nos tempos de circuito, Guga cita passagem curiosa de sua biografia. "Eu brinco em dizer que uma derrota que me deu alegria foi para ele quando se tornou o número 1. Foi legal tanto pelo lado de ver um amigo conquistando algo importante quanto pelo pensamento de 'se o cara é meu amigo próximo e chegou lá, por que eu também não posso?'", recordou o brasileiro.

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