Trabalhadores do Judiciário Federal entram em greve em Minas Gerais

Nesta quarta-feira (10) categoria fez manifestação em frente ao TRT, na rua Mato Grosso, no Barro Preto

iG Minas Gerais | DA REDAÇÃO |

Um enterro simbólico da presidenta Dilma Rousseff é feito pelos servidores durante os protestos
Reprodução/Facebook
Um enterro simbólico da presidenta Dilma Rousseff é feito pelos servidores durante os protestos

Os servidores do setor Judiciário Federal em Minas Gerais estão em greve desde a última segunda-feira (8) pela aprovação da revisão salarial da categoria no Congresso Nacional. Entre os paralisados estão trabalhadores do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Justiça Federal e Militar. Nesta quarta-feira (10), o movimento fez um ato em frente ao TRT, na rua Mato Grosso, no Barro Preto, ocupando também parte da avenida Augusto de Lima.

Conforme divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais (Sitraemg), a decisão pela greve veio ainda na segunda, após assembleia que também decidiu pela realização de atos públicos diários, seguidos de assembleia geral extraordinária, para discussão e decisão sobre os rumos da mobilização. Nesta quinta-feira (11) a manifestação está prevista para acontecer em frente aos cartórios eleitorais na capital, na avenida do Contorno, no bairro Lourdes, na região Centro-Sul.

Nos atos os participantes vêm fazendo um enterro simbólico da presidente Dilma Rousseff. A  manifestação é de protesto contra a decisão arbitrária da chefe do Executivo ao retirar pela vez do orçamento a verba que seria destinada à revisão salarial da categoria, como já ocorrera em 2011. A medida é entendida como um ato de desrespeito do governo à autonomia do Poder Judiciário. Outro alvo da indignação da categoria é o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, exatamente por ter aceitado passivamente essa intromissão do governo.

Ainda conforme a categoria, o último Plano de Cargos e Salários da categoria foi aprovado ainda em 2006. Com uma defasagem salarial de oito anos, os servidores lutam pela revisão salarial, que está prevista no Projeto de Lei 7920/2014, que tramita na Comissão de Trabalho e Administração Pública da Câmara dos Deputados.  Minas é 8º estado a aderir à greve, que já atinge os estados da Bahia, Mato Grosso, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e o Distrito Federal, desde 2009.